segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

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Escrevo sem razão quando tenho vontade, e mesmo sem vontade também escrevo. Escrevo porque a vida passa e as lembranças permanecem. Escrevo porque tenho fome de compreensão. Os sonhos parecem tão distantes quando estão perto. O mundo é tão bonito, mas tão imprevisível. Tenho o costume de oscilar, entre o certo e o errado, o sensato e o estúpido. Com medo de errar, medo de não tentar. Tudo parece inalcansável, mas perto demais.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Através do espelho

As palavras podem ser sinceras, mas podem não ser. O que se diz nem sempre é o que deveria ser dito. Palavras podem ferir, podem enganar; palavras podem iludir. Acreditar nelas é quase que um ato corajoso. Não acreditar é um pecado. Lembro quando você dizia palavras serenas, que me embrulhavam o estômago. Sinto falta dos velhos tempos, quando as palavras, de tanto medo, saíam tremendo. Quando tudo era representado por um sorriso. Seu sorriso está igual, lembro de ter me apaixonado por ele certo dia. Agora é tudo tão palpável. Onde estão as ilusões e os medos? Onde está você? Eu só encontro eu. Eu e meu espelho fajuto. Os mesmo defeitos e o mesmo sorriso.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011