Quantas palavras cabem num silêncio? Te perguntaria isso de ouvidos atentos. Não sei se é essa minha cabeça meio confusa que me faz querer te perder todo dia. Por medo de te perder de verdade. Veja bem, você já brincou tanto de ir e voltar que eu nem sei se você realmente está aqui. No final das contas eu sou uma cadeira velha. Disposta sobre uma sala fria e vazia. E você volta sempre volta. A cadeira sempre foi sua, você sabe. Mas cuide - a bem, porque ela também chora. Trate - a com cuidado porque ela também cansa.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Nenhuma pessoa é lugar de repouso
É fácil fingir que se importa, quando os abraços não tem teste de legitimidade. Ninguém é poltrona. Ninguém é descanso. Meu maior erro foi olhar para você, depois me perdi.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Figura
Tenho saudades dos momentos mais gentis.
Se me lembro bem, a felicidade bate a porta. Mas é difícil reconhecê - la, confesso. E esse é o carma dos humanos, viver com saudade: de um tempo, de pessoas, de lugares.
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Romance
Há de quem me julga pela capa, por meio de desdém ou por medo. Sou fogo e sou gelo.
Não quero te dizer realidades sobre mim, posso assustar. São verdades ruins!
Descobri o que é romance. E não somos nós!
De início minha mente livre e solta acreditou, e meu eu em você era mais forte que eu. O romance fajuto virou drama, o drama virou novela, e por fim filme de terror. E cá estamos nós, três almas perdidas num universo paralelo.
A solidão é impiedosa, marcha sentido ao inferno. E até a própria morte é menos dolorosa. Nossos travesseiros já não são os mesmos, já estão cansados de carregar tanto peso. Amor transborda e tudo foge à tampa.
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