quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Coração
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Veloz
terça-feira, 9 de novembro de 2010
De volta
sábado, 23 de outubro de 2010
Capítulo 1
A janela estava entreaberta, o gélido ar invadia o cômodo, balançava as cortinas num movimento uniforme: de um lado para outro. Apesar de ser noite, o imenso azul escuro do céu não impedia a luminosidade das estrelas. Mas não eram as estrelas que chamavam a atenção. Uma bola redonda e enorme brilhava lá no alto, dando a sensação de ser observado o todo tempo. Era lua cheia, uma noite agradável. A garota observava a circunferência enorme, o vento rebatia em seu rosto um ar gelado e refrescante, fazendo seus cabelos balançarem levemente. Contudo, não era a lua nem as estrelas que a faziam sonhar...
Ele é lindo.
Pensava ela, quase que constantemente. Ela estava apaixonada, sabia. Percebera isso quando, certa vez ele a convidou para ir na sorveteria. O dia sugeria um filme em casa, embaixo das cobertas. Mas ele insistiu na sorveteria. Eram três da tarde quando ele chegou a casa dela, encharcado, com um guarda - chuva nada confiável. O cabelo dele pingava de uma forma charmosa; e aquele sorriso a fez sentir algo estranho na barriga.
São as borboletas!
Pensou ela, certa vez, quando era pequena, ela perguntou depois do almoço:
- Mãe, o que é o amor?
A mãe de Jude sorriu, pegou a garota no colo; mexeu em seu cabelo carinhosamente e respondeu:
- Querida, amor é a coisa mais linda do mundo inteiro.
Jude imaginou a "coisa mais linda do mundo inteiro", imaginou uma circunferência brilhosa, uma pseudo - lua talvez. A lua era linda, e o amor era a coisa mais linda do mundo inteiro. Olhou para a mãe, e questionou novamente:
- E onde está o amor, mamãe?
- O amor está em toda a parte pequena Jude. Vai encontrá - lo quando sentir as borboletas no estômago.
Jude com sua imaginação infantil, visualizou três borboletas batendo as asas em sua barriga, uma azul e brilhosa - a mais bela - pensou ela; e as outras duas amarelas. A mãe de Jude deu - lhe um beijo na testa e deixou a menina no chão.
Ele estava com uma camiseta lilás, que de tão encharcada parecia transparente. Ela zombateiramente perguntou:
- Vamos pra sorveteria então?
Ele deu outro sorriso. As borboletas!
Ele a puxou pelo braço esquerdo, e os dois tomaram um banho de chuva. Os pingos eram gelados, mas ele não largava a mão de Jude. Ela estava segura. Ele tinha brilho nos olhos, e aquela voz macia que a fazia respirar calmamente. Ela estava segura. Ele tinha o dom de fazer ela sentir - se bem. De transformar as coisas insossas em alegria pura. Ele era mágico.
Tirando a garota de seus devaneios o telefone tocava pela terceira vez. Destruindo todo o silêncio da casa, do quarto. Jude atendeu :
- Jude!
Jude conhecia aquela voz, era sua amiga Raybeka.
- Oi! O que aconteceu?
Uma lágrima saiu do rosto delicado de Jude, quando ela desligou o telefone.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Amanhã
Entendimento
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Aproximação
O encanto do desencanto
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Destrutível
Era segunda, terceira vez que ela sentia a dor. Ela já conhecia, sabia que viriam as lágrimas, a sensação de abandono, o medo. Tudo iria, apenas, se repetir. Ela gostava dele, gostava de uma forma inexplicável. Pensava nele, involuntariamente, o tempo todo. Talvez fosse a carência de pai, ou talvez fosse amor. Ele era diferente, de forma singular. Causava sensações diversas. Ela corajosamente rebelou - se. Disse a ele tudo o que sentia, e como sentia. Relatou sonhos, descreveu segredos. Ele aos poucos parecia interessado. Seu coração ingênuo acreditou, de corpo e alma. Suas emoções triplicaram, sua razão desaparecera. Ela passou de garota forte para frágil
Tudo começou no verão, e terminou num sábado de primavera. Ela encontrava - se sozinha
Depois, ela entristecia - se com pouco. Com palavras sem maldade, com expressões grotescas. Ele estipulava sua presença - desde o amanhecer até o anoitecer - de maneira contingente. Ela escutava músicas melancólicas antes de dormir. Sentia nostalgia o tempo todo. E uma sensação de déjà vu, implorou aos céus por amnésia. Queria, inevitavelmente, esquecê - lo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Relatório
Laços
domingo, 26 de setembro de 2010
Ausência
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Talvez
Gramática
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Assim, desse jeito
Distância
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Errado
sábado, 11 de setembro de 2010
Sentimento
Onde está?
Vaga - lume
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Curioso
Bagunça
Eu não sei o que quero; mas sei exatamente o que quero. Confuso? Explico. Quero me lembrar desse sorriso tímido que insiste em sair pra fora. Desse cabelo despenteado que indica um "tô nem ai", quero me lembrar dessa sua camiseta branca com alguns detalhes em preto ou azul escuro; tanto faz. Quero lembrar desse olhar penetrante e misterioso que não revela nada a ninguém. Quero você, com toda a sua existência singular. Quero furtar sua atenção só pra mim. Quero sua indecisão causando - me um furacão de idéias. Quero lembrar do seu perfume durante a noite. Não sei o que quero realmente. Mas sei o que quero. Não obstante suas particularidades não me bastam. Eu quero mais, sempre mais. Eu quero mais do que eu já possuo. Eu quero mais, mais do que eu já tenho. Por favor me dê um pouquinho mais, mais de você...
Segredo
Reflexivo
Vontades
Querido
Você ainda não sabe
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Oscilação
Facilidade
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Difícil aceitação
Afaste - se
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Eu acreditei
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Com muito pouco
Não sei por que me contento com tão pouco. Você não precisa tocar em mim, você não precisa me dar atenção, você não precisa me dar um beijo. Você só precisa estar perto. Você não precisa fazer mais nada. Isso basta.
Me contento com o seu olhar profundo e intenso, não precisa ser direcionado a mim. Só de saber que eles olham alguma coisa me basta. Me contento com o seu cheiro, de amaciante com sabão em pó; me contento sentindo ele a metros de distância, não me importo, basta eu sentir. Me contento em ouvir sua voz pelo telefone, confesso que pessoalmente é sem comparação; aquele som agudo e estridente, som o qual jamais esqueceria ou confundiria, queria ouvir sua voz para sempre, todo dia; e juro, não me cansaria. Me contento em fazer você sorrir, nem que seja um sorriso disfarçado, de canto. Não exijo gargalhadas barulhentas, um sorriso me basta. Daqueles sinceros que valem mais do que palavras. Me contento com suas palavras soltas, não peço sentido lógico, nem busco compreensão, ouvi – las me basta. Me contento a beleza escondida em você; nada diferente, mas também nada igual. Uma beleza profunda, escondida, disfarçada. Que chama a atenção de poucos, uma beleza que precisa ser encontrada; uma beleza natural, minuciosa. Me contento com sua pele macia, e gelada; que implora por algo que a aqueça, que a proteja. Me contento com sua falta de observação, pela maneira como não aprecia o dia, ou a lua. Pela maneira sutil de não prestar atenção
Me contento com pouco. Não forço nada, não obrigo nada. Eu só espero. Porque eu quero que seja sincero, que carregue verdade. Que seja único, quase perfeito. Eu espero o momento certo. A melhor situação. Eu espero, e não canso. Tenho esperanças vazias, esperanças errôneas. Espero sentada se preciso for. Eu espero você, e espero por você. Aguardo na esperança de que no final valha a pena. E se por acaso eu me enganar, se eu estiver esperando a pessoa errada, não faz mal. Eu me contento com isso. Me contento com a lembrança de momentos, de sorrisos; me contento com a lembrança mais pura e perto da felicidade. Me contento com o sentimento que sinto por você. Ele me basta. Ele me deixa viva, me fortalece. Não tenho mais medo de errar. Eu me contento com o erro. Pois ele nada mais é que um aprendizado, um ensinamento. Me contento com a incerteza, porque ela me dá a dúvida, tudo que é duvidoso é obviamente sensacional. A dúvida nos deixa inseguros, mas ao mesmo tempo nos dá coragem. É como enfrentar o medo. Andar com os pés descalços e sem rumo. É não ter certeza, é querer saber o que não se sabe. É buscar respostas. É ultrapassar limites, é surpreender – se. Me contento com a ilusão, pois é dela que surge os melhores beijos, as melhores declarações, os abraços mais sinceros. Tudo começou de uma simples ilusão. Não veja a ilusão como uma coisa má! Ilusão é imaginar algo, construir pensamentos. Mas também não se iluda. Não se perca no mundo das ilusões. Me contento em fechar os olhos e pensar em você, ter a falsa sensação que você está pensando