sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Querer mais que não querer

Como é dificil fingir que está tudo bem, quando não se está.

Tem dias que eu acredito, feito boba. Tem dias que a verdade me pega só pra provar que eu não consigo, que eu não quero.
Quando faz sol, brinco de estar bem. Distribuo sorrisos e não peço nada em troca. Quando chove, sem chuva. Penso em tudo o que poderia ter sido e não foi.
Meus amigos notaram minha oscilação. Minha sina é te querer e não te ter. É te enxergar em toda esquina, e esperar que seja você.

O que eu faço com as lembranças - parasitas - que não se vão?

Você disse adeus e não foi. Eu estou quase implorando piedade. Como se você pudesse me amar por pena. Você pode?
Estou desesperada e sem controle. Pedindo aos céus você, de natal. Estou sedenta de presença, tua presença. Se por acaso te encontrar na rua, nem sei.

Como se faz pra arrancar o coração do peito? Meu amor eu me perdi no teu olhar. Não me encontro mais. Por favor, devolva minha sanidade.

Razão

Você acha que sou sua, e eu provo - com minha insensatez - que tens razão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ainda

Ainda escuto sua voz, no silêncio da noite: ziguezagueando entre o vento frio e o ar quente, entre a saudade e o desejo.
Ainda vejo seu sorriso quando fecho os olhos e seus lábios comprimidos como se não soubesse sorrir, tolo.
Ainda espero um ultimo abraço na esquina, um abraço de "até amanhã".

vou te esquecer logo, assim que puder, me permitir.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não fosse eu

- como perder algo que nunca foi seu?

Não fosse eu nada disso teria acontecido.Você me deseja ardentemente, bobo.

Não fosse eu, estaríamos - agora - assistindo um filme qualquer, romantismo na tv. Andaríamos de mãos dadas pela calçada com sorrisos largos e doces olhares. Certas coisas nos detroem por tempo indeterminado. O que você fez comigo, que eu nem sei...

Procuro seu sorriso, em quem, por meio de desdém, tenta imitá - lo; imitação barata. E seu olhar melancólico me encontra todos os dias no espelho. Ainda lembro de você quando bebo demais.

Deixo a saudade cair sobre os ombros, cansados, que sentem o desprazer da sua ausência: volta. Nem que seja pra dizer: eu não penso mais em você. Volta, pra dizer o que te prende aí, e por que você não fica aqui.

E que essa nostalgia deliciosa fique, pra que eu não fique só. E que eu tenha seu sorriso guardado na memória, e que eu não esqueça sua voz.

Noites claras e molhadas combinam com a nossa música. Cadê você que eu não encontro mais nos meus sonhos de verão? Cadê a lua imitando CheShire?



Isso não pode ser o fim. Porque me faltam pedaços, seus.