quinta-feira, 28 de abril de 2011
eu assim
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Promessa
domingo, 24 de abril de 2011
o que deveria ser dito jamais foi dito
terça-feira, 19 de abril de 2011
Desistência ou Coragem
Eu não quero mas preciso
Dualidade
Eu gosto de correr, mas gosto de parar.
Às vezes a gente se perde. Se perde no meio de uma mata selvagem sem telefone público ou lan house, sem comunicação, você e a solidão. E existem momentos que a paz e a cura só são possíveis com a solidão. Às vezes a gente se encontra, não se encontra? No supermercado fazendo compras com o – você imagina – amor de sua vida. Distribuindo sorrisos de graça, flutuando em nuvens de algodão. Essas circunstâncias de se perder e se achar são calorosas e provisórias. Mudança temperamental é mais comum que trocar as roupas de baixo. Como amar e odiar. Invejar e admirar. E quem não gosta de paradoxos?
Você sempre tem a escolha, pra fazer você dormir mais tarde, todos os dias. E se enxergar no espelho repleto de olheiras fundas e tenebrosas. Você sempre tem o "A" e o "B" pra poder escolher o que é melhor. Muitas vezes o melhor é a opção errada. É aquilo que não pode ser escolhido em hipótese alguma. Cabe a você decidir o que se deve e o que você queria fazer. Bom seria se você fosse personagem de um filme, ou livro. E o narrador dissesse pra você comprar uma passagem pra qualquer lugar, e você como boa personagem obediente o faria. Porque a conta no banco estaria cheia, sua casa seria na praia, você teria um amor, e a policia aceitaria seu sorriso como sinceras desculpas por estacionar em lugar proibido. Mas a vida é cheia de deveres, e às vezes só de deveres. Seria bom ter um final de semana pra comprar chocolate e ficar numa praça observando a vida de fora. Nossos conflitos internos são baseados em coisas que entram em conflito, confuso? Explico. Quando você não pode ter duas coisas que você quer, você tem essas coisas em conflito. E consequentemente ficará em conflito também. Escolher nunca é bom, porque vez por outra devemos escolher o que, acreditamos, ser o melhor pra gente. Mas e quando o melhor é aquilo que você não quer?
Todos os dias, de todos os anos venho escolhendo através do coração, o que não tem trazido bons resultados. É até estranho eu confessar isso. A dualidade me deixa confusa e insegura. Sorvete de chocolate ou morango? Chocolate. Mas depois fico imaginando como teria sido o gostinho do sorvete de morango. Como é difícil escolher quando não se sabe o que se quer, nem para aonde se vai. Escolher é por vezes renunciar algo de bom, algo de belo. É disfarçar sorrisos e de certa forma crescer. Quando a gente sabe o que é melhor pra gente. É porque a gente cresceu um bocado.
Vivo nessas indecisões que me consomem. Meu coração pede descanso. São tantas as coisas que definem tantas outras coisas. É pouca certeza pra tanta incerteza.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
aumentar também é diminuir
Porque escrever
Então escrevo, pra arremessar palavras pra outro canto, dizendo: “- Eu não quero vocês aqui não!” Elas (as palavras) fingem que acreditam, mas sempre voltam menos pesadas, confesso. O que me acompanha também é a vontade de desabafar, e o que falta – muitas vezes – é coragem, ou confiança para o desabafo. Guardo lembranças que me destroem, que me matam um pouco mais, todos os dias. Tenho palavras dolorosas que gostam de ficar. Nos bolsos - ou na manga – sentimentos e muitos ressentimentos. Tenho marcas eternas – e quando me refiro à eternidade, você deve acreditar nisso – que aparecem logo depois do café, todas as manhãs. Tenho saudades de momentos e sorrisos. Nas costas, meio esquecida e apertada, a nostalgia junto com: tristeza, medo, ilusão, entre outros. Meu coração é jovem, conheceu o amor há pouco. Se encontra extasiado, impulsivo, apaixonado. Escrevo pra liberar a energia dos dias, na esperança que alguém me ouça, ou me leia. Escrevo sem razão tudo que meu coração grita e a alma canta (sussurra). E são nas palavras que encontro meu desabafo, meu divã. São nelas que me encontro, me perco e me acho em instantes.
A linguagem é – antes de qualquer coisa – uma comunicação consigo (e comigo) mesmo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Descrevendo momentos
Era sonhadora, sabia. Meio que por coragem, meio que por covardia, tinha medo de escuro, mas não tinha medo da morte. Tinha um sorriso torto que vez ou outra trocava de ângulo, dando -sem querer- um charme para um rosto redondo e inchado. Havia um coração de criança, daqueles bem bobos que abrem e fecham em qualquer ocasião. Sem exigência aos que entram, e tristeza aos que saem. Mesmo que não fosse, era jovem. Perfil de quem, meio que por desdém deixa-se ser quem quer ser.
Ele era sonhador, mas nada sábio. Não planejava nada, não conseguia ver a vida de uma forma ampla, só via o que queria ver. Sua visão sobre tudo, era muito limitada, talvez pela sua criação ou por pirraça. Ele era diferente de tudo e todos. Sorria sempre, apesar dos pesares. Era tachado como arrogante, mas mal sabiam que ele era simples até de mais, não pela vida que tinha, mas pela vida que levava.
A vida, para ambos, nunca foi algo de extremo sentido, não dessa forma paranóica que alguns a levam. Eles sempre deixavam as coisas acontecerem. De uma forma clichê e bastante piegas, o destino deles, já eram bons amigos. Eles se conheceram de verdade no outono, quando as folhas caíam desmazeladas e pesadas, pedindo descanso. Se encontraram ao acaso, ele trouxe o sorriso, e ela olhares de chocolate. Ela pediu café e ele pagou a conta. Nos bolsos, um pouco de amor pra dar e um espaço grande para receber. Ela gostava daquele cabelo farfalhado, ele dos sorrisos soltos. Perdiam-se em olhares, e vislumbravam o futuro como um horizonte. Talvez foram as chuvas de outono que marcou aquele momento, talvez foi o cheiro do café, talvez foram as folhas no chão. Mas de alguma forma, naquele dia, ainda que muito frio, quando juntos sentiam-se aquecidos, algo tornou-se eterno.
Escrito por Raylla Hort e Diego Nunes.
Partindo rotinas (despedida)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
a menina que pintava sonhos
Ela acorda cedo, cinco minutos depois do despertador. Tem sonhos de criança: nuvens de algodão e cascatas de chocolate. Acorda mais doce todos os dias. É aquela do sorriso fácil e contagiante. Encolhe os olhos um pouco mais, toda vez que sorri. Os olhos brilham mesmo no escuro. É pintora, pintora de sonhos. Aprisiona almas em palavras. Nas aulas de física escreve sobre si, em casa sobre amor. De forma desdenhosa deixa - se ser quem quer ser. Para outros bonita, para a mãe a mais linda. Tem um dos jardins mais belos, no fundo do quintal, repleto de idéias e palavras. Semeia amor, e colhe admiração. De quando em quando pega o pincel mágico e pinta. Pinta feito Van Gogh ou Monet. Liberta as palavras de si, em pinceladas majestosas. Dorme feito princesa, antes das onze. Fecha os olhos e sorri.