segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Carta - 10.10.11

O que aconteceu conosco meu amor?

Ontem trocamos beijos, hoje você me disse adeus. Como se eu pudesse ser descartada, por não ser a manilha. Você me faz mal, todo domingo. Como que por prazer, pra minha segunda virar um tormento. Estou perdendo a sanidade lentamente. Minha mãe disse que você não serve, e eu já começo a acreditar nela.

Devolva meus beijos e vá embora. Leve os sorrisos e abraços e não volte.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Querer mais que não querer

Como é dificil fingir que está tudo bem, quando não se está.

Tem dias que eu acredito, feito boba. Tem dias que a verdade me pega só pra provar que eu não consigo, que eu não quero.
Quando faz sol, brinco de estar bem. Distribuo sorrisos e não peço nada em troca. Quando chove, sem chuva. Penso em tudo o que poderia ter sido e não foi.
Meus amigos notaram minha oscilação. Minha sina é te querer e não te ter. É te enxergar em toda esquina, e esperar que seja você.

O que eu faço com as lembranças - parasitas - que não se vão?

Você disse adeus e não foi. Eu estou quase implorando piedade. Como se você pudesse me amar por pena. Você pode?
Estou desesperada e sem controle. Pedindo aos céus você, de natal. Estou sedenta de presença, tua presença. Se por acaso te encontrar na rua, nem sei.

Como se faz pra arrancar o coração do peito? Meu amor eu me perdi no teu olhar. Não me encontro mais. Por favor, devolva minha sanidade.

Razão

Você acha que sou sua, e eu provo - com minha insensatez - que tens razão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ainda

Ainda escuto sua voz, no silêncio da noite: ziguezagueando entre o vento frio e o ar quente, entre a saudade e o desejo.
Ainda vejo seu sorriso quando fecho os olhos e seus lábios comprimidos como se não soubesse sorrir, tolo.
Ainda espero um ultimo abraço na esquina, um abraço de "até amanhã".

vou te esquecer logo, assim que puder, me permitir.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não fosse eu

- como perder algo que nunca foi seu?

Não fosse eu nada disso teria acontecido.Você me deseja ardentemente, bobo.

Não fosse eu, estaríamos - agora - assistindo um filme qualquer, romantismo na tv. Andaríamos de mãos dadas pela calçada com sorrisos largos e doces olhares. Certas coisas nos detroem por tempo indeterminado. O que você fez comigo, que eu nem sei...

Procuro seu sorriso, em quem, por meio de desdém, tenta imitá - lo; imitação barata. E seu olhar melancólico me encontra todos os dias no espelho. Ainda lembro de você quando bebo demais.

Deixo a saudade cair sobre os ombros, cansados, que sentem o desprazer da sua ausência: volta. Nem que seja pra dizer: eu não penso mais em você. Volta, pra dizer o que te prende aí, e por que você não fica aqui.

E que essa nostalgia deliciosa fique, pra que eu não fique só. E que eu tenha seu sorriso guardado na memória, e que eu não esqueça sua voz.

Noites claras e molhadas combinam com a nossa música. Cadê você que eu não encontro mais nos meus sonhos de verão? Cadê a lua imitando CheShire?



Isso não pode ser o fim. Porque me faltam pedaços, seus.




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

this will be our year

e quando tudo parece estar perdido peço ajuda as musicas. elas dizem, elas sabem o que dizer.

Essa pode ser nossa música, se você quiser. Você me deu tanta coisa, e eu devo agradecer. Obrigada pelas horas de conversa e pelos melhores conselhos, obrigada por me ajudar a crescer. Olha só aonde estou, e você não está comigo. Tantas vezes já me magoei com você, tola, talvez. O mundo dá tantas voltas e lá está você com os olhos semicerrados me fazendo sorrir. E eu me importo com você, me preocupo com você. Cada sorriso e alegria que voce me trouxe não cabem no papel, foram tantas histórias, tantos eventos. Nunca senti você tão perto e nunca tive você tão longe.

Espero você, como espero anciosamente por um sorriso teu. Te vejo todos os dias no espelho. E se seus olhos disserem sim eu abro meus braços pra sempre. Traga uma mala pequena e vamos rodar o mundo, pegue o ipod e nos faça voar. Não esqueça de doses exageradas de sorriso. Eu preciso de você, como preciso do café, todas as manhãs de todos os dias. Lembro de você a cada piscar de olhos, e se não fosse assim, seria exatamente dessa forma.

Tive medo, confesso. De me perder nesses olhos azuis e nesse sorriso de garoto. Me encantei com gestos pequenos e sinceros. Olhei pra cama e você não estava lá, e minha vontade é que estivesse. Minha vontade era voltar pra casa e te encontrar no banheiro fazendo a barba, contando que dia tedioso você teve. Terminaríamos com uma taça de vinho e companheirismo.

Vontade louca de te ter pra mim.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

love a child

Acho que foi durante a infância que fui mais feliz. Foi nesse período ligeiro e cheio de lições que trouxe meus sorrisos mais sinceros e alegrias mais completas. Crescer é perder: perder inocência, esperança e bolos de cenoura. Quando crescemos o que nos restam são as lembranças - as poucas - que ainda guardamos com carinho, no bolso ou na caixinha de jóias. Recordamos das brincadeiras mais idiotas e das surras de domingo. Dos bifes que roubamos pra dar aos cães. E dos choros que não serviram de nada. A infância é repleta de sonhos de piratas, e beijos de maça - do - amor. De brinquedos e gargalhadas. O que nos resta é esperar que nem mesmo as memórias nos abandonem.

Lembro todos os dias - com carinho - dos sorrisos de criança.

Antes

Ela retribuiu o silêncio. Feito boba, se tivesse dito as palavras certas.


É tão estranho lembrar das palavras ditas, dos momentos vividos. Como tudo acaba, sem saudade. Talvez seja essa mania de achar que tudo é eterno, que faz com que as coisas se tornem cruéis para algum lado. Mas ao mesmo tempo saber que as coisas são efemeras é deixar guardado no armário o melhor doce de todos. Criar planos, viajar na nuvens, é bom: eu gosto.
O tempo passa e muda as coisas, apaga sentimentos e sonhos. Cria ilusões e tempestades. Hoje, tudo parece um sonho, uma memória semi apagada. Antes eram os melhores dias, e os sorrisos mais sinceros. O que a vida faz conosco, nos transforma em não sei o quê.




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mesmo que não seja.

- Eu acredito em destino - disse sem pensar, cheia de querer não sei o quê. E se perguntassem de novo, talvez, outra coisa responderia.

Como é fácil enganar, depois de ser enganada...

Destino é para tolos, li uma vez. Pode me chamar de tola se quiser. Destino, é uma forma de aceitar as coisas. É acreditar que tudo pode melhorar, ou que coisas melhores estão por vir. Vale o mesmo para os tolos que acreditam em amor. Serve de consolo quando as coisas estão dificiceis e você pensa em desistir. É uma espera contínua, é aguardar. É ingênuo, e é bonito. Mamãe se me lesse, diria que sim. Abracei o destino, como quem abraça um urso de pelúcia, com carinho. Na espera, somente na espera.


Não queriam me deixar vir, pois sabiam que não iria voltar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

home

Sinto falta do balançar das árvores e do cheiro de orvalho de todas as manhãs. Sinto falta do café, e da cachorra. Mas não penso em voltar. Lembro da casa como memória de infância, talvez falte o balanço ou a rede. Percebo hoje, que minha única casa é lá. Mesmo que a grama não esteja cortada, ou tenha louça na pia. É lá que ficam minhas bonecas e meus livros.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não lembro mais de você, quando vejo horas iguais. Percebi que seu sorriso talvez, tenha me conquistado. Ou talvez suas mãos gordinhas e fofinhas. Ainda me importo com você, e desejo que você esteja bem. Mas sinto falta do seu abraço, que mais não seja , é o melhor até as 22 hrs. Seu cheiro ainda lembro, seu beijo nunca senti. Seu sorriso é o que permanece, antes de dormir e antes de acordar. Minha esperança é que você lembre de mim, ao menos uma vez ao dia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entre beijos e abraços, planos opostos.



E seu eu dissesse que mesmo antes de começar, eu sabia que não daria certo - parece hipocrisia - pois que seja. Não nego as horas insanas e ilusórias, em que tudo parecia não ter fim. Ele, de forma involuntária me fazia enxergar que o fim se aproximava.

Desculpa se te fiz sofrer, mas acabou. Coloque a culpa na distancia se preferir, se te faz melhor.

domingo, 10 de julho de 2011

Ele com ela (sem mim)

Me traga você, mesmo que seja pela metade sou daquelas que se contentam com pouco. Pode ser dela mas antes de tudo seja meu. Passe na padaria mais próxima e me traga um pão quente, eu faço o café. Me dê um abraço de despedida todos os dias, e não esqueça de mandar eu me cuidar, que talvez e me cuide. Talvez eu lembre de você todos os dias, se por acaso você me doar um sorriso ou dois. E mesmo estando com ela, esteja comigo.
E no ímpeto da saudade bateu o delírio.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

eu assim

Parei de escrever. A ansiedade vem me consumindo há dias: bloquiando minha mente e meu coração. O banho é quente mas não ajuda. É tanta vontade de passar o tempo, é vontade que o tempo volte. Enquanto o presente me parece um completo estranho.

Voltarei em breve - prometo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Promessa

Que vontade de você: pode se aproximar, contanto que traga sorrisos.


Talvez seja uma ilusão gostosa, essa de que nada vai nos separar. Os dias vão chegando, ou vão fugindo. Não consigo te abandonar nem mesmo em pensamento. Se eu pudesse mastigar você, como mastigo chocolate. Teria seu gostinho pra sempre, em mim.

domingo, 24 de abril de 2011

o que deveria ser dito jamais foi dito

Pedido (informal) de divórcio.

As memórias são heranças compartilhadas, cada um fica com suas preferidas.
A amizade é um relacionamento.

Nota: Nunca escrevi coisas diretamente pessoais. Ficar expondo a vida, e depois ficar reclamando que os outros comentam e fofocam sobre suas particularidades, é hipocrisia. Existem momentos que tentamos ajudar as pessoas que gostamos de uma forma tão verdadeira que deixamos mágoas e ressentimentos pra trás. Esquecemos discussões, palavras, decepções. Esquecemos o orgulho.

O que resta a mim, é lamentar o dia em que deixei meu orgulho na gaveta mais próxima e fingi compreensão. Algumas pessoas demoram a crescer, demoram tanto que nunca crescem. Essas coisas que vida gosta de fazer conosco, deveria servir como aprendizado, não como revolta alheia. Não reconhecer amigos de verdade, é um sinal de insanidade. Dissimular amizade é coisa para Hollywood.

Eu rotinamente diria que entendo, não mais. Não entendo como as pessoas descartam amizades, não compreendo a ilusão de complô. E todas as vezes que engoli os mais gordos e robustos sapos. Que entreguei minha dignidade de bandeja por acreditar numa amizade que - por hora - me parece tão ilusória e ridícula.

Crescer é perder tanta coisa, é abrir os olhos. Depois de grande, ou já crescido, percebe - se que amigos são raros como sol de abril. Chega um momento na vida, que precisamos e escolhemos pessoas verdadeiras pra estar perto. Pessoas que te façam sorrir, de graça. Pessoas que te escutem sem pedir nada em troca, pessoas reais.

Pedir divórcio é algo difícil, quebrar um laço como amizade é complicado. Há de quem falará, que de fato a amizade nunca existiu. Eu discordo, lembro dos momentos com todo o carinho. Guardo na caixa mais preciosa as alegrias e confidências. A vida separa as pessoas de alguma forma ou de outra. O que resta é a essência e as lembranças.

Espero agora - e sempre - que tenha doces lembranças e guarde os sorrisos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desistência ou Coragem

E pensou no assunto: não existe amor, sem um amor.

Estava cansada e perdida. Tinha uma idéia, mas não tinha a solução. E o medo andava perto das idéias insanas: paixão ou loucura. Fugir era mais uma palavra que trazia conforto. Era tão difícil aprender vez em quando. Chutava a solidão quando ela incomodava. Mas ela voltava, e vinha pra ficar. Nunca descobriu as respostas. Nunca acertou as perguntas. Era lutadora de tristezas e pintora de sonhos. Buscava a paz e a cura onde se buscam doces. E toda a melancolia permanecia de prontidão, esperando brechas, infiltrando nos lugares quase fechados. Crescia aos poucos, perdia muito. Viver? Um dia. Sonhar? Sempre.

Eu não quero mas preciso

Quantas vezes você se pegou pensando nisso? Quantas vezes eu me peguei pensando nisso?


Libero as palavras, e elas saem e agradecem. Saem teimosas e rebeldes, não pedem permissão, mas agradecem. É tanta coisa que se perde, pelo caminho. É tanta ilusão arrancada, pela estrada. Desculpa se minhas palavras são confusas. Elas são minhas até o momento que as liberto, depois não respondo por elas. Elas se agrupam sem ordem, e se multiplicam sem responsabilidade. Por vezes dizem tanto, por hora dizem nada.

Me perdi na confusão de querer mas não poder, ou não querer mas precisar. Mesmo que não pareça óbvio, tudo o que eu quero eu preciso. Ou tudo o que eu preciso eu não quero. É difícil pensar direito, quando o coração vai contra o sensato. E a confusão dos meus dias, se resume a isto. A esta porcaria que chamam de vida. É difícil ver a coisas belas, quando as feias e nojentas se escancaram à você. É difícil ajudar lá fora, quando aqui dentro pede ajuda.

Eu não quero mais preciso de tanta coisa. Espero na cadeira, pelo dia em que valores importem mais que status, e sonhos sejam vividos. Aguardo sem pressa pelos dias de descanso, do corpo e da alma. Viver é envelhecer, e perdemos tantos dias buscando precisar das coisas, que perdemos - sem querer - as coisas que queremos. A gente se vicia naquilo que faz mal, e se perde na vida. Se perde no amor. Se perde em si mesmo. Se encontra quando der, quando puder. Olha o espelho e pergunta: "- Quem é?" O bonito se torna feio. E o feio vira bonito. Aceitar é o que você aceita. E viver é o que você tenta. Sobreviver, talvez.

Eu quero mas preciso aprender a viver.

Dualidade

Eu gosto de correr, mas gosto de parar.

Às vezes a gente se perde. Se perde no meio de uma mata selvagem sem telefone público ou lan house, sem comunicação, você e a solidão. E existem momentos que a paz e a cura só são possíveis com a solidão. Às vezes a gente se encontra, não se encontra? No supermercado fazendo compras com o – você imagina – amor de sua vida. Distribuindo sorrisos de graça, flutuando em nuvens de algodão. Essas circunstâncias de se perder e se achar são calorosas e provisórias. Mudança temperamental é mais comum que trocar as roupas de baixo. Como amar e odiar. Invejar e admirar. E quem não gosta de paradoxos?

Você sempre tem a escolha, pra fazer você dormir mais tarde, todos os dias. E se enxergar no espelho repleto de olheiras fundas e tenebrosas. Você sempre tem o "A" e o "B" pra poder escolher o que é melhor. Muitas vezes o melhor é a opção errada. É aquilo que não pode ser escolhido em hipótese alguma. Cabe a você decidir o que se deve e o que você queria fazer. Bom seria se você fosse personagem de um filme, ou livro. E o narrador dissesse pra você comprar uma passagem pra qualquer lugar, e você como boa personagem obediente o faria. Porque a conta no banco estaria cheia, sua casa seria na praia, você teria um amor, e a policia aceitaria seu sorriso como sinceras desculpas por estacionar em lugar proibido. Mas a vida é cheia de deveres, e às vezes só de deveres. Seria bom ter um final de semana pra comprar chocolate e ficar numa praça observando a vida de fora. Nossos conflitos internos são baseados em coisas que entram em conflito, confuso? Explico. Quando você não pode ter duas coisas que você quer, você tem essas coisas em conflito. E consequentemente ficará em conflito também. Escolher nunca é bom, porque vez por outra devemos escolher o que, acreditamos, ser o melhor pra gente. Mas e quando o melhor é aquilo que você não quer?

Todos os dias, de todos os anos venho escolhendo através do coração, o que não tem trazido bons resultados. É até estranho eu confessar isso. A dualidade me deixa confusa e insegura. Sorvete de chocolate ou morango? Chocolate. Mas depois fico imaginando como teria sido o gostinho do sorvete de morango. Como é difícil escolher quando não se sabe o que se quer, nem para aonde se vai. Escolher é por vezes renunciar algo de bom, algo de belo. É disfarçar sorrisos e de certa forma crescer. Quando a gente sabe o que é melhor pra gente. É porque a gente cresceu um bocado.

Vivo nessas indecisões que me consomem. Meu coração pede descanso. São tantas as coisas que definem tantas outras coisas. É pouca certeza pra tanta incerteza.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

aumentar também é diminuir

Não que eu não seja feliz agora. Afinal, eu tenho tanta história pra contar. Que se um dia me batesse um vento de rebeldia, seria narradora da minha própria história: onisciente e onipresente.Escreveria um livro de no mínimo algumas centenas de páginas.

Mas minha infância é marcada por sorrisos de criança, que se não fossem de chocolate, seriam de açúcar. Fui daquelas crianças que se quebravam, mas permaneciam inteiras. Cair é aprender, não é? A gente cresce e continua caindo, só os tombos é que mudam. Era menina obediente, que inventava prazeres e brincadeiras. Comia o bolo todo e não só a cobertura. Era teimosa e tonta. Brincava sozinha de bonecas, brincava de cuidar - às vezes a gente sente necessidade de cuidar. Quantas vezes você pediu um cachorrinho, só pra cuidar dele?! Ou mesmo que seja um bichinho virtual - meio chaveiro -, também pra dar carinho e cuidados - me sentia um pouco menos sozinha com as bonecas. Que por vezes falavam comigo e pediam colo ou mamadeira. Os momentos mais divertidos - creio eu - foram aqueles que compartilhava um livro com uma voz, no rádio. Achava uma delícia livro - áudio com narradores que me faziam rir e sonhar. Comecei a gostar de ler, depois desse período solitário e mágico. Cheio de devaneios e histórias. A minha preferida era: A Fada Pluminha, que balançando as plumas do seu travesseiro, fazia a neve cair, em todo o mundo. De alguma forma, bem direta, essa história e tantas outras fizeram parte da minha. Me deixando descobrir quem eu era, e quem sou. Me sinto um pouco responsável por mim. Mas não completamente. Se não fossem as histórias, talvez seria eu uma devoradora de bolos. Ou então pessoa solitária cheia de bonecas, pedindo carinho. Mas foram os livros que me ensinaram a crescer, e me fizeram enxergar um mundo feio e cinza. A infância é tão bonita, porque você esquece o mundo, mas o mundo não esquece você. E ela acaba quando você - meio que sem querer - lembra que existe um mundo não tão colorido fora da sua casa, mas dentro de você. Porque não só você vive no mundo, mas o mundo vive em você.

Acho - e tomara não estar enganada - que foi durante a infância que fui mais feliz. Foi nesse período ligeiro e cheio de lições que trouxe meus sorrisos mais sinceros e alegrias mais completas. Crescer é perder. Perder inocência, esperança e bolos de cenoura. Quando crescemos o que nos restam são as lembranças - as poucas - que ainda guardamos com carinho, no bolso ou na caixinha de jóias. Recordamos das brincadeiras mais idiotas e das surras de domingo. Dos bifes que roubamos pra dar aos cães. E dos choros que não serviram de nada. A infância é repleta de sonhos de piratas, e beijos de maça - do - amor. De brinquedos e gargalhadas. O que nos resta é esperar que nem mesmo as memórias nos abandonem.

Lembro todos os dias - com carinho - dos sorrisos de criança.

Porque escrever

Então escrevo, pra arremessar palavras pra outro canto, dizendo: “- Eu não quero vocês aqui não!” Elas (as palavras) fingem que acreditam, mas sempre voltam menos pesadas, confesso. O que me acompanha também é a vontade de desabafar, e o que falta – muitas vezes – é coragem, ou confiança para o desabafo. Guardo lembranças que me destroem, que me matam um pouco mais, todos os dias. Tenho palavras dolorosas que gostam de ficar. Nos bolsos - ou na manga – sentimentos e muitos ressentimentos. Tenho marcas eternas – e quando me refiro à eternidade, você deve acreditar nisso – que aparecem logo depois do café, todas as manhãs. Tenho saudades de momentos e sorrisos. Nas costas, meio esquecida e apertada, a nostalgia junto com: tristeza, medo, ilusão, entre outros. Meu coração é jovem, conheceu o amor há pouco. Se encontra extasiado, impulsivo, apaixonado. Escrevo pra liberar a energia dos dias, na esperança que alguém me ouça, ou me leia. Escrevo sem razão tudo que meu coração grita e a alma canta (sussurra). E são nas palavras que encontro meu desabafo, meu divã. São nelas que me encontro, me perco e me acho em instantes.

A linguagem é – antes de qualquer coisa – uma comunicação consigo (e comigo) mesmo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Descrevendo momentos

Era sonhadora, sabia. Meio que por coragem, meio que por covardia, tinha medo de escuro, mas não tinha medo da morte. Tinha um sorriso torto que vez ou outra trocava de ângulo, dando -sem querer- um charme para um rosto redondo e inchado. Havia um coração de criança, daqueles bem bobos que abrem e fecham em qualquer ocasião. Sem exigência aos que entram, e tristeza aos que saem. Mesmo que não fosse, era jovem. Perfil de quem, meio que por desdém deixa-se ser quem quer ser.

Ele era sonhador, mas nada sábio. Não planejava nada, não conseguia ver a vida de uma forma ampla, só via o que queria ver. Sua visão sobre tudo, era muito limitada, talvez pela sua criação ou por pirraça. Ele era diferente de tudo e todos. Sorria sempre, apesar dos pesares. Era tachado como arrogante, mas mal sabiam que ele era simples até de mais, não pela vida que tinha, mas pela vida que levava.

A vida, para ambos, nunca foi algo de extremo sentido, não dessa forma paranóica que alguns a levam. Eles sempre deixavam as coisas acontecerem. De uma forma clichê e bastante piegas, o destino deles, já eram bons amigos. Eles se conheceram de verdade no outono, quando as folhas caíam desmazeladas e pesadas, pedindo descanso. Se encontraram ao acaso, ele trouxe o sorriso, e ela olhares de chocolate. Ela pediu café e ele pagou a conta. Nos bolsos, um pouco de amor pra dar e um espaço grande para receber. Ela gostava daquele cabelo farfalhado, ele dos sorrisos soltos. Perdiam-se em olhares, e vislumbravam o futuro como um horizonte. Talvez foram as chuvas de outono que marcou aquele momento, talvez foi o cheiro do café, talvez foram as folhas no chão. Mas de alguma forma, naquele dia, ainda que muito frio, quando juntos sentiam-se aquecidos, algo tornou-se eterno.

Escrito por Raylla Hort e Diego Nunes.



Partindo rotinas (despedida)

Nasci de graça. Menina, disse o doutor. Nasci sem cabelo e com uma alma. Olhos fechados e sem dentes. Mamãe me disse uma vez que demorei três dias a abrir os olhos, eram azuis. Minha unica certeza - e a de todos - é a morte. E espero que alguém lamente meu falecimento. A vida é assim, você pode estar andando e morre. Pode estar sentado(a) num banco da praça, vendo o movimento irregular dos carros, prestando atenção na criança que caiu do balanço e encontrar um amor. Um amor que entenda seus pequenos defeitos, compreenda seus medos e te faça sorrir com aquele típico sarcasmo. Um amor que te faça descobrir o que é o amor.

E todos os planos que fazemos quando criança parecem, de certa forma, perto. Mesmo que estejam há centenas de dias distantes. Quando os planos devem entrar em ação, tudo parece longe e mais difícil. Não sei se é porque deixamos de ser criança que nossa esperança emagrece. Se é a perda da inocência que não nos deixa sonhar alto. Voar se torna impossível, e sinal vermelho é pra parar.

A vida passa e leva os sonhos embora num saco plástico. Diz que você não é capaz, e você acredita. Ela brinca com seus sentimentos feito brinquedo de lego, que se monta e desmonta. Ela não pergunta se você vai ficar bem, ou se você se recuperou e te derruba de novo, e de novo. Ser forte é mais difícil do que brincar de ser forte.

Quebrar rotinas é bem difícil. Você perde o sabor das coisas que já estavam prontas. "Tava tão bom, pra que mudar?" Às vezes é preciso deixar de ser criança e crescer, porque a vida exige isso. Você passa a acreditar quando seus pais diziam que ser adulto não é legal. Desistir das coisas que se gosta pra "preferir" o que deve ser feito é contra sua regras de existência. Mas você deve fazer.

A cada dia chego mais perto dos meus sonhos e mais longe de mim.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

a menina que pintava sonhos

"Li esses dias um post que você fez pro Danilo, roubei a idéia e cá estou te imitando pra você. Poderia escrever como leio seus textos, e como eles me fazem bem. E como você me lembra Martha ou Clarice, e até mesmo Markus. Queria agradecer pelas palavras que você me deu, de graça. E pelos sorrisos que você me trouxe. Adoro ler o que você escreve, e digo isso de verdade. Senti falta de você, de suas palavras, quando elas meio que por maldade desapareceram. Você voltou e trouxe palavras nos bolsos. Então meio que por pretensão, resolvi descrever minha visão dos fatos, minha visão de Ana: sente-se na cadeira mais próxima e apenas me escute... ou me leia".

Ela acorda cedo, cinco minutos depois do despertador. Tem sonhos de criança: nuvens de algodão e cascatas de chocolate. Acorda mais doce todos os dias. É aquela do sorriso fácil e contagiante. Encolhe os olhos um pouco mais, toda vez que sorri. Os olhos brilham mesmo no escuro. É pintora, pintora de sonhos. Aprisiona almas em palavras. Nas aulas de física escreve sobre si, em casa sobre amor. De forma desdenhosa deixa - se ser quem quer ser. Para outros bonita, para a mãe a mais linda. Tem um dos jardins mais belos, no fundo do quintal, repleto de idéias e palavras. Semeia amor, e colhe admiração. De quando em quando pega o pincel mágico e pinta. Pinta feito Van Gogh ou Monet. Liberta as palavras de si, em pinceladas majestosas. Dorme feito princesa, antes das onze. Fecha os olhos e sorri.

- Me faz um pouco melhor, todos os dias -

Beijo

Senta na cadeira, e me joga esses olhos escuros.
Espera um beijo na boca, coisa pouca.
Ganha um, dois, três:
Na buxexa, na orelha e na buxexa outra vez.
A boca logo chega, meio aberta, a esperta.
Cedo ou tarde se encontram:
A boca com a boca,
Pescoço com mão,
E mão com cintura.
Peito com peito - beijo perfeito.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aquilo que convém

Não entendo as garotas de hoje. Apaixonam - se por conveniência: beleza ou dinheiro. Tem que ser gatinho ou playboyzinho. Beleza no termo estético, rosto perfeito, corpo sarado, e roupa de marca. Tem que ter dinheiro, e ter automóvel. E todas as meninas devem querer o mesmo bofe, assim aquela que pegar o bofe antes é a poderosa, gostosa. Depois as amigas até trocam. E comentam como aquele bofe beijava mau. E ele fala para os amigos: "Tá vendo aquelas três ali? Já peguei todas". Depois partem pra outra, ambos: o bofe e a garota. Se curtiram um tempo, se exibiram para os amigos, o beijo não era aquelas coisas e o papo, bom, não tinha papo. Primeiro que "pegar" é um termo que-vamo-combina, pega - se um resfriado depois de tomar um banho de chuva, pega - se a pipoca no armário pra assistir filme, pega - se a blusa pra não passar frio. De grosso modo falar: "Eu to pegando o bofe" é tratar alguém como objeto. É esquecer que o ser humano é racional e por essa razão deveria ser tratado como tal. Não pega - se ninguém: beija - se, ama - se, sente - se, apaixona - se.
E depois um rosto perfeito, pode trazer um coração pesado, alguém sem limites, sem educação, sem caráter. E um corpo sarado pode ser academia apenas. Músculos podem trazer a falta de neurônios. Nunca um rosto ou um corpo me conquistou como um sorriso sincero e uma gentileza. Adolescência é assim mesmo, tudo é fase, tudo é curtir. Mas essa fase de curtição não deveria se transformar em banalidade. Se dêem o valor, pelo amor de Deus!
Outra coisa que não me cai bem, é essa estória de: "você é de mais pra ele" ou "vocês não combinam". Antes, ninguém é mais que ninguém. Depois, como pode os corpos não combinarem se as almas combinam? Essa merda de "não combinam" alimenta o preconceito, em relação aos homossexuais por exemplo. E a outra merda "você é muito pra ele" gera aquela coisa desagradável de um querer mandar mais que outro, um ser poderoso e outro submisso. Essa mania de se apegar às coisas materiais gera discriminação, onde rico "combina" com rico, e pobre "combina" com pobre. Sem entrar no assunto racismo.
Já tá virando moda gostar porque convém, porque é mais fácil, porque combina. Tantas coisas o homem já mudou por ser mais fácil: "Vou fazer faculdade de medicina, assim fico rico". Vocação? Alguém lembra dessa palavra? Professor, ninguém quer ser, mas não lembram que sem professor não há um doutor. "Vou votar em tal partido, afinal se votar no outro - que vai perder mesmo - anulo meu voto". Isso sim é democracia!! E não satisfeitos andam banalizando o tal do amor, que foi tema de sonetos de Camões, livros de Machado, filmes com Julia Robert e Richard Gere. Andam amando por ai, porque convém amar, porque é mais fácil desse jeito.
O amor não tem moda, lojas de griff, carro utilitário esportivo, não tem poupança gorda, rosto delicado e abdomen definido. Amor não é combinar, é conhecer. É gostar da mesma música, saborear o mesmo beijo, sentir o mesmo abraço. É falar a mesma língua.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Da rotina ao acaso

Um dia você descobre que as horas passam tão depressa quanto os dias. E que o tempo é tão pouco que devia ser usado com sabedoria. Mas você não tem sabedoria, você tem horas vagas, uma alma e um amor nas mãos.

São nessas horas incertas, que penso em você. São nos dias inconstantes e volumosos que fico nostalgica. São nesses dias em que, tenho tanto tempo pra pensar; que só penso em você. Desculpa a minha ausência, sei que pensas em mim, mas deve pensar um tanto menos que eu. Sou apaixonada e boba. E meu coração é feito cantor que só sabe a mesma música.

Nosso amor mudou. Mudou como quem troca de cidade, e sente falta de casa. Mudou feito março com calor e chuva. A rotina que faria estragos em nós, esqueceu da gente. Disse: "- Se virem como puderem". Mandou avisar que nem ligava pra nós, e nós fizemos pouco caso dela. Deixamos ela de castigo embaixo da cama e alguém passou por lá e a varreu feito poeira no vento. A rotina que é a causa final de muitos relacionamentos nos mostrou nossos interesses em comum, fez aparecer a tal da intimidade que é, compartilhar, memórias, sonhos, risadas e cócegas. E o jeito de ver lá fora, era bem parecido - se não igual -, e os sonhos de grande porte que mal cabiam nos bolsos tinham um mesmo destino gaveta e gargalhada. E o semblante de garota feliz era mais comum todas as noites, quando você estava perto; perto feito fogo, que aquece e aninha. Descobrimos a mesma canção, e o mesmo pedaço de pizza. E também as metades da laranja.

O acaso é que por acaso a rotina não voltou. Deixou - se descansar em qualquer ombro cansado, feito ela. Que pegava casais e destruía. Permanece numa rede a beira da praia, vislumbrando um pôr - do - sol. Esperando a noite cheia de estrelas e duvidando de sua capacidade. Ela cansou de ser ela mesma, de ser a mesma coisa e de fazer as mesmas coisas. Todos os dias de sua vida. Ela esqueceu de nós, porque lembrou dela. E a rotina que tentou nos acabar, nos juntou ainda mais. Nos deu a chance de brincar de sonhar e viver. Nos deixou acompanhados - nós e as estrelas - aprendendo que amar só, não é amar por inteiro. E que um amor só é completo quando se ama em dois.

Era uma vez...

Eu não te amo mais - ou te amo loucamente - percebi isso agora: quando tive medo de me entregar num beijo. Quando involuntariamente pensei em não tê - lo pela manhã. Quando peguei no seu cabelo e perguntei se ele era real. Sempre gostei de amores insanos, mas onde está a insanidade? E seu hálito que era como vento de inverno, me traiu e mudou de estação. Eu te amo tanto, mas seu olhar me parece comum, te amo, mas o seu cheiro continua o mesmo. Eu te amo tão intensamente que tenho medo de dizê - lo. Te amo de uma forma tão bonita que meus pés parecem não tocar o chão. Mas minha cabeça toca, toca em tudo. Toca em você, toca em mim. E meus braços não conseguem largá - lo. E todas as noites em que você me fez tão bem, essas noites em que meu sorriso era sincero. Você não é o que era antes, ou continua o mesmo. Ou meus olhos eram míopes, e apaixonados. Era tão bonito não era? Todos aqueles sonhos, quantos sonhos. Posso fazer uma pilha, colocar numa caixa e esperar o caminhão de lixo pela manhã. Querido... Você me fez sonhar. E eu tentei não acordar de todas as formas. Você foi o melhor dos meus casos. Você me trouxe paz, daquele tipo de paz que se encontra a dois: numa tarde de sol, numa noite estrelada, na esquina de casa, no sofá, num domingo com sorvete, numa noite de pizza, você me trouxe aquela paz. O tempo é tão curto quando se trata de nós. Tão cruel, e malévolo. Nossa história foi um romance dos perfeitos, com começo, meio e meio. Onde a menina se apaixona pelo rapaz e o rapaz se encontra apaixonado pela menina. De uma forma tão rápida e imprevisível que me lembra um conto de fadas. O vilão, o único vilão seria o tempo. Que trazia o calor das manhãs e logo mostrava a lua brilhante e majestosa. Eu não te amo mais, porque não consigo pensar em você longe. Eu não te amo, porque te amo de mais, te amo tanto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Chora chuva

E o céu, cinza e escuro
Tons neutros, será tristeza?
E as nuvens que eram de algodão doce
Parecem reais, sinceras
Quanta violência! Disseram elas.
E a chuva, quanta chuva!
Acompanha minha essência.
A chuva chove, e não para
Já que melhor que chorar é chover.

O meu mundo pode ser o seu

Você gosta de amarelo e não de azul. Prefere doce ao salgado. Gosta de filmes românticos e se sente bem com chuva. Tem um sorriso fácil e coração gigante. É do tipo de pessoa que faz amizades facilmente. Não escolhe amizades, dá chance pra qualquer um te conquistar. Gosta das pessoas rapidamente, se apaixona por um sorriso ou uma boa ação. Admira sinceridade, e compreensão. Não julga ninguém, todos tem seus problemas, todos. Experimenta coisas novas, e vê o melhor em cada pessoa. O melhor que às vezes só você enxerga. Ele prefere azul, usa mais azul do que o próprio céu. Você não gosta de azul, mas como aquele azul lhe cai bem. Ele é metido e esnobe, prefere salgado, ou talvez azedo. Odeia filmes românticos, seus favoritos são os de ação, a típica história épica, filmes inacreditáveis, ficção. Não suporta chuva, e quem veria sua camiseta azul preferida com capa de chuva? E seu tênis branco e impecável, todo molhado pela chuva. E o futebol no campo na esquina que foi cancelado por causa da chuva. Ficar em casa fazendo o que, num dia de chuva? Você responderia facilmente, lendo, assistindo um filme de amor, comendo um bolo com cobertura de chocolate e tomando café quente, pra esquentar a mão. Ele fica entediado, joga um pouco de video - game, mas pra que bater o próprio recorde se seus amigos não estão perto? Come um pouco pra passar o tempo, olha a janela. Não para de chover nunca. Mas ele tem um sorriso fácil e um coração gigante. Ele te irrita, te deixa confusa, mas tem um sorriso lindo. É teimoso e nunca te escuta, mas faz você sorrir. Ele é contra suas idéias, e suas músicas preferidas, te faz roer as unhas, mas te abraça apertado. Ele usa azul, mas azul foi feito pra ele. Ele não corta o cabelo, mas isso é um charme. Ele finge que não se importa, mas sempre pergunta:" - Cadê o sorriso?" Poderia ter sido uma guerra, das feias! Mas acabou em calmaria, serenidade. Talvez amor. O amor, é tão ilógico e involuntário. Seria mais coerente se fosse seu melhor amigo, que combina exatamente com você. Que gosta das mesmas coisas que você, que ama aquela música que você escuta todo dia, mas não é. É aquele outro garoto, de azul, metido e esnobe. Mas quando vocês estão juntos, ele é gentil, ele te dá o casaco, ele leva sua mochila e espera você; enquanto enxerga aquela saia linda na vitrine. Longe dos amigos e longe de tudo ele parece ser quem quer ser. Deixa o cabelo mais confortável e segura sua mão. Você é tão compreensível e ele é tão lindo. E mesmo que não fosse, seria ele. É claro!

terça-feira, 29 de março de 2011

Não me diga não

Sempre tive dificuldade em dizer não. Mas comecei a perceber isso, logo agora; tarde de mais. Quando nem pensava no meu querer, abria mão de minha necessidade pra não dizer não. Mas pensando bem, quantas pessoas me disseram não. E quantas delas nem se abalaram com isso. Um, não, pode destruir sonhos, acabar com vontades, tirar o gostinho bom de algo, que mais não seja, é maravilhoso. Um não é tão forte quanto um sim. E percebendo isso agora, não consigo dizer não. É algo difícil, é covardia. Já disse não querendo dizer sim, confesso. Mas disse muitos sim devendo dizer não. Já dei não na cara de muita gente, não, que me fez chorar depois, que me deixou culpada e arrependida. Não se pode dizer um, não, assim; de uma hora pra outra, sem dar explicações, um não pode marcar alguém pra sempre. E só quem leva, não, o suficiente, sabe e sente como é difícil dizer um não. Não é palavra boba, aparece quando um namorado tenta abaixar a mão e você diz: "- Não!" Não, pode destruir vidas como um: "- Eu não amo mais você!". Pode vim, vez por outra, feito birra: "- Não vou fazer isso!" Às vezes vem disfarçado, feito camaleão que muda com o ambiente. Vem de forma gostosa, como cócegas: "- Não, pára! Cócegas não!". Não de mãe é tão ruim, não é?! Quando você não arruma o quarto e:" -Não, você não vai sair final de semana!". Não de amigo, que pode até doer, mas é sincero, é necessário: "- Ficou legal essa saia? - Não, tá muito curta, parece uma..." É tanto não que ninguém quer dar, que ninguém deveria dar. Mas, não, é preciso, quem não leva não, não sabe esperar, não sabe amar, não sabe escolher, não sabe dividir uma pizza, não sabe abraçar. Quem não ouve não, não sabe que um não dói e como dói. Não, serve pra ensinar e pra aprender. Algumas vezes um, não, é inesperado, é dolorido, dói até aonde pensa - se que não existe dor, dói de forma intensa, não tem meio termo, dói muito, dói bastante. Mas devolver um não, desses carregados que destroem corações dói mais, dói tanto. Dizer, não, é dizer não a si mesmo, é descumprir promessas, você prometeu que não faria ninguém sofrer da forma que sofreu. E o que fez? Disse não. Não, dói porque machuca quem diz e quem ouve, machuca por fora e por dentro. Por fora porque as expressões são visíveis: cabisbaixo, olhar alagadiço e tristonho, sobrancelha torta pra baixo. Dói por dentro porque dá aperto no peito, porque machuca tudo que encontra, porque corrói, porque não tem piedade. E essa piedade, compaixão. Desde quando abrimos mão do que nos faz bem, pra fazer bem a outro? Desde quando perdemos sorriso pra fazer alguém sorrir? Não me responda, só não me diga não!

Cadê Platão? Cadê justiça?

É hipocrisia dizer que dinheiro não faz falta, faz falta sim. Dinheiro não é futilidade é necessidade. Sem dinheiro não se come, não se veste, não se vive. O capitalismo criou nas pessoas a ganância, onde muitas vezes o dinheiro vale mais que o caráter. As pessoas têm essência, mas sem dinheiro não tem comida. É incrível o que as pessoas conseguem com dinheiro, desde sorrisos até lágrimas; o dinheiro compra mortes e até drogas. Traz desgraça e sofrimento, mas há sofrimento sem dinheiro também. Tem aquele ditado ruim com ele, pior sem ele. Dinheiro é um papelzinho que inventaram pra fingir que existe controle, quanta ilusão! E o que é controle? Uma quantidade enorme de dinheiro na mão de poucos e quase nada na mão de muitos! Como pode num mundo onde inventam máquinas todos os dias, e novas tecnologias, pessoas morrerem de fome? Como é possível sentir tristeza por futilidades enquanto alguns sentem fome? Que controle é esse que beneficia a minoria? Platão na República tentou criar a cidade mais justa onde a Democracia era o governo mais improvável. Irônico. Para Platão o governo mais justo seria aquele governado por nobres virtuosos, corajosos e filósofos. Já a Utopia de Thomas More não passa de uma utopia. O mundo não é justo, e ainda temos que engolir uma justiça que é cega, que tem uma espada comprada na 25 de março. E uma balança que não deveria pender a nenhum lado. Uma justiça que de justa não tem nada, que favorece a minoria, aquela minoria que detêm o poder. É justo alguém ser preso por roubar comida, pra matar a fome, enquanto uns matam pessoas pra passar o tempo, ou roubam dinheiro público que deveria estar indo às escolas? Não sei os outros, mas não quero Copa Do Mundo, ou Olimpíadas, nem mesmo Carnaval, quero justiça se é que ela existe!


Brasil, pra mim? Pra mim, Brasil!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Como dar uma estrela

Você deve achar que sou louca, e que minha sanidade é duvidosa. Eu até compreendo mas não sou maluca, acredite. Você também deve pensar que é impossível dar uma estrela à alguém, são tantas limitações não é verdade? Mas estou aqui para ajudá - lo e verá que é bem simples. Pegar a estrela é a parte mais fácil. Primeiro e antes de tudo você deve decidir à quem dará a estrela. Escolha alguém especial, que te faz sorrir, que está com você todas as horas de todos os dias em seu pensamento. Alguém que é tão rico em bondade que merece ganhar uma estrela. Alguém cujo nome não é importante, mas sim o coração. Que seja doce em alma e traga paz para você e para tantos outros. Alguém com um sorriso sincero e olhos alagadiços, aquela pessoa, bem aquela que é digna de uma estrela. Depois espere escurecer, e talvez tenha a sorte de pegar uma noite estrelada. Se for o caso - e torço de todo coração pra você encontrar a noite mais estrelada de todas - ache, ao acaso, uma estrela, a maior ou a mais brilhante, você que escolhe; confesso que quando presenteei alguém com uma estrela, me interessei pelo brilho, a mais brilhosa chamou minha atenção e não pude ignorá - la. Há de quem vai pelo tamanho, e por que não? As grandes são maravilhosas também. Tem gente que leva mais sorte, encontra uma estrela cadente flutuando num céu escuro e infinito. Difícil pegá - la, mas existem os que conseguem. Logo que você encontrar a estrela a ser capturada pegue um papel, pode ser grande ou um pequeno. E encontre um lápis. E comece a puxá - la lá do céu. Ela desce, juro. Ela sempre desce. Uma descrição perfeita é uma estrela perfeita. Conte que ela brilhava mais que todas as outras, ou que ela era a maior e mais vistosa, escreva se ela ficava perto da lua, ou se chamava mais atenção que a lua. Conte que cor tinha, cada uma tem uma tonalidade. Vamos, eu disse que era fácil! Escreva e descreva exatamente a estrela como ela deve ser. Depois doe com carinho a pessoa especial. Ela vai gostar, garanto. As estrelas são ótimos presentes, insisto. Brilham até morrerem. E quem não quer brilhar?

• OUTROS POSSÍVEIS PRESENTES •

Lua . Nuvem . Raio de sol . Beija - Flor . Pingo de chuva

sexta-feira, 25 de março de 2011

Se não fosse, seria amor.

Olhou para aquele cabelo, que ele insistia em dizer que eram fios grossos. Ela os via finos, bem finos pra falar a verdade. Cabelo farfalhado, teimoso, rebelde. E que vez por outra fazia - se um topete, metido e involuntário; assim como o de Elvis. Aquele cabelo que o vento gostava de brincar, balançando de um lado para outro, numa dança gostosa. Olhou sem querer para as olheiras, enormes, lembrou das próprias, lembrou das noites mal dormidas, dos pensamentos perdidos de todas as noites. Sentiu saudade do primeiro beijo, no carro. Meio tímido, cheio de vontade. Percebeu o quanto as coisas mudaram, e como mudam. Olhou no calendário, quatro meses? Só. Parecia mais, quatro anos quem sabe?! Tantas memórias compartilhadas, tantos sorrisos ganhos, tanta história pra se lembrar. Recordou do medo infantil no começo. Medo de rejeição. Medo de intimidade. Ser intimo de alguém, como muitos pensam, não é ir pra cama. É compartilhar segredos, fazer confissões duvidosas. Andar descalço, ficar de pijama, comer com a mão. Chegaram na fase da rotina, jogar baralho e uno. Se encontrar às noites, todas as noites depois do trabalho. Precisavam um do outro. E nem que fosse um abraço, ou um 'eu te amo', já mudava tudo. A frase que dá tanto medo, era comum e sincera; acredite. E para ela o que importava era o sorriso, que mais não fosse, era o mais bonito. Para ele não era diferente, era exatamente igual.

Se é pra sorrir

E se a gente pudesse levar na bolsa um sorriso pronto? No bolso, ou até embaixo da manga? Desses que causam rugas e deformam o rosto. Não precisava, talvez, disfarçar um sorriso. Sorriso é coisa tão linda que devia ser proibido de ser falso. Andando na rua depois de pagar uma conta que arrancou trinta por cento do seu salário, você se depara com um vizinho. Você não gosta muito dele. Mas ele te viu há uns cem metros antes - não tem como fugir - estampando aquele sorriso cada vez maior, feito idiota. Você tenta olhar pra vitrine, enxerga uma sujeira na calça que nunca existiu. Implorando pra chegar logo, a hora do sorriso fake. Vizinho: - Oi. Você: (Oi). E bota aquele sorriso amarelo na cara, sorriso automático: vizinho perto, LIGA. Vizinho longe, DESLIGA. Quando se está triste, a alegria dos outros não é normal, aí tem! Tudo parece falso e forçado. Tudo remete artificialidade. Pra que sorrir se não quer sorrir. Quando se está triste a dificuldade é fingir que está tudo bem, e a felicidade dos outros fere, machuca. Dói de ver um sorriso bonito que não é o nosso.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Como ser mãe?

"O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho".
- Agatha Christie.

Como se aprende a ser mãe? Eu cresci com você. E só nós sabemos as aventuras que começavam depois do almoço e terminavam à noite, com discussões que acabavam, em segundos, em gargalhadas. Havia sorrisos, havia diversão, havia infância. Tudo era tão fácil, as preocupações eram banais: "o que vai acontecer se mamãe descobrir que eu quebrei o prato?". Fomos daquelas crianças que não tinham medo de subir em árvores, daquelas bem corajosas que enfrentavam garotos, e caiam no chão. Criança que é criança brinca na rua, vai pra casa com joelho coberto de sangue com a roupa abarrotada e encardida, leva bronca por se sujar tanto. A gente foi criança e como foi. Ser criança é bom, é eterno.
Na adolescência as coisas são irracionais, insanas e quanto mais insanas melhores. Pensamentos loucos ações por impulso. Mas não existe manual de como ser mãe. Você é jovem, e mesmo que seja, tem que ser adulta. As pessoas falam: - Ela perdeu a adolescência, perdeu as festas, perdeu a galera. Não vou mentir, você perdeu. E quem perde uma fase da vida, só pode ganhar algo de muito bom em troca. Você ganhou responsabilidade, você descobriu um amor tão imenso dentro de você, você encontrou um lado seu tão guardado e escondido. Você vai ganhar fraudas sujas, choro no meio da noite que te darão olheiras imensas, você ganhou um presente sem devolução que vai crescendo de verdade, que chora de verdade, e precisa de você; de verdade. Você perdeu a fase na insolência, da irresponsabilidade e inconsequência. Mas ganhou o rótulo de mãe: que não é profissão, não é desencargo, não é merecimento. É dádiva. Mãe que é mãe, só sabe ser mãe; quando é mãe.

Texto escrito exclusivamente para Daiane Góss.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Capítulo três

Era sonhadora, sabia. Meio que por coragem, meio que por covardia, tinha medo de escuro mas não tinha medo da morte. Tinha um sorriso torto que vez por outra trocava de ângulo, dando - sem querer - um charme para um rosto redondo e inchado. Havia um coração de criança, daqueles bem bobos que abrem e fecham em qualquer ocasião. Sem exigência aos que entram, e tristeza aos que saem. Mesmo que não fosse, era jovem. Distribuía sorrisos à desconhecidos, piscava os olhos com graça. Tinha um cabelo ondulado com movimento variante. Andava feito boba: passos largos, desequilibrada, apressada. Perfil de quem, pouco se importa aos olhos alheios. Já os seus eram grandes, brilhosos; sinceros. Era bonita, insisto. Mas além de tudo e principalmente era boa. Boa porque dava de comer aos cães, porque cuidava do irmão mais novo. Boa porque não fazia mal à ninguém, porque sorria feito tonta e fazia muitos sorrir.

terça-feira, 22 de março de 2011

E assim fez

E ela notou assim, meio que sem querer de quem não quer ver. Que aquele cabelo farfalhado não tinha o mesmo balanço. E que vez por outra aquele sorriso ainda lhe causava algo, que mais não fosse como antes ainda dava tontura. Sorriso que em outra ocasião lhe deixava vermelha, tímida e boba. Fez de conta que tudo era normal, que tudo era como antes. Até perceber, quase de ultima hora, que um amor só começa quando outro acaba.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Capítulo dois

Olharam - se para sempre. Uníssono:

- Eu te amo.

Sorrisos. Era amor.

Capítulo um (once more)

A janela estava entreaberta, o gélido ar invadia o cômodo, balançava as cortinas num movimento uniforme: de um lado para outro. Apesar de ser noite, o imenso azul escuro do céu não impedia a luminosidade das estrelas. Mas não eram as estrelas que chamavam a atenção. Uma bola redonda e enorme brilhava lá no alto, dando a sensação de ser observado o todo tempo. Era lua cheia, uma noite agradável. A garota observava a circunferência enorme, o vento rebatia em seu rosto um ar gelado e refrescante, fazendo seus cabelos balançarem levemente. Contudo, não era a lua nem as estrelas que a faziam sonhar… Ela gostava mesmo dele. Pensava nele com frequencia. Nas horas vagas e, vez ou outra, via - se distraída meio que sem querer, meio que por querer. Havia um sorriso, havia amor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Limitação

Difícil escrever o que sinto, as palavras tem um poder incrível. Poder de descrição, poder de emoção. Sinto o que sinto, e sinto muito.

Negócios

Me dá o seu sorriso? Ou então vende ou troca, sei lá. Eu preciso dele. Pode me vender, mas por favor venda barato vou querer mais que um, faça uma promoção: leve quatro pague três. Posso pagar com beijos e abraços. Vamos trocar então! Troco um sorriso por palavras singelas e um carinho zeloso. Troco seu sorriso por meu amor que é imenso e caloroso. Eu necessito do seu sorriso, não exijo gargalhadas, um sorriso basta, um sorriso simples e sincero, o seu sorriso. Mas saiba se me der seu sorriso leva de brinde o meu.

Meu amor é só meu

Não se pode definir o amor dos outros. Nem o próprio amor se pode definir. É até pecado limitar o amor em palavras, em clichês. O amor não se descreve, o amor se sente, com o corpo, com a alma. Um beijo com sentimento toca o coração. Amor é pele, é carinho, contato. Amor são dois, e se for só um não é amor. Amor é estar junto mesmo estando longe. É lembrar do cheiro à noite, é sentir saudade. Amor é confiança, é compreensão, é abraço. Não existe amor incompleto, amor é completo por si só. O amor é o bastante, e sempre bastará.

terça-feira, 15 de março de 2011

Instante

Olharam - se para sempre. Palavras:

- Eu amo você.

- Eu sei, eu amo você também.

- Eu sei.

Beijo e amor.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quem não fala escreve

Não me entenda mal, mas às vezes tenho uma necessidade absurda de escrever. Não procuro as palavras certas, elas saem, desorganizadas, rebeldes. Não me preocupo com concordâncias verbo - nominais, coesão, coerência, vírgulas, letra maiúscula, parágrafo, nada disso me convém. O que eu procuro certamente não encontrei. Procuro, talvez, desabafar em horas tediosas. Procuro também, compreensão não sei de quem. Procuro o que fazer, quando não tenho nada a fazer. Escrevo sem razão tudo o que meu coração grita. Tudo o que ele teme, ou que ele esconde. Escrever faz bem pra alma, pra minha alma.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

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Escrevo sem razão quando tenho vontade, e mesmo sem vontade também escrevo. Escrevo porque a vida passa e as lembranças permanecem. Escrevo porque tenho fome de compreensão. Os sonhos parecem tão distantes quando estão perto. O mundo é tão bonito, mas tão imprevisível. Tenho o costume de oscilar, entre o certo e o errado, o sensato e o estúpido. Com medo de errar, medo de não tentar. Tudo parece inalcansável, mas perto demais.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Através do espelho

As palavras podem ser sinceras, mas podem não ser. O que se diz nem sempre é o que deveria ser dito. Palavras podem ferir, podem enganar; palavras podem iludir. Acreditar nelas é quase que um ato corajoso. Não acreditar é um pecado. Lembro quando você dizia palavras serenas, que me embrulhavam o estômago. Sinto falta dos velhos tempos, quando as palavras, de tanto medo, saíam tremendo. Quando tudo era representado por um sorriso. Seu sorriso está igual, lembro de ter me apaixonado por ele certo dia. Agora é tudo tão palpável. Onde estão as ilusões e os medos? Onde está você? Eu só encontro eu. Eu e meu espelho fajuto. Os mesmo defeitos e o mesmo sorriso.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011