quinta-feira, 28 de julho de 2011

love a child

Acho que foi durante a infância que fui mais feliz. Foi nesse período ligeiro e cheio de lições que trouxe meus sorrisos mais sinceros e alegrias mais completas. Crescer é perder: perder inocência, esperança e bolos de cenoura. Quando crescemos o que nos restam são as lembranças - as poucas - que ainda guardamos com carinho, no bolso ou na caixinha de jóias. Recordamos das brincadeiras mais idiotas e das surras de domingo. Dos bifes que roubamos pra dar aos cães. E dos choros que não serviram de nada. A infância é repleta de sonhos de piratas, e beijos de maça - do - amor. De brinquedos e gargalhadas. O que nos resta é esperar que nem mesmo as memórias nos abandonem.

Lembro todos os dias - com carinho - dos sorrisos de criança.

Antes

Ela retribuiu o silêncio. Feito boba, se tivesse dito as palavras certas.


É tão estranho lembrar das palavras ditas, dos momentos vividos. Como tudo acaba, sem saudade. Talvez seja essa mania de achar que tudo é eterno, que faz com que as coisas se tornem cruéis para algum lado. Mas ao mesmo tempo saber que as coisas são efemeras é deixar guardado no armário o melhor doce de todos. Criar planos, viajar na nuvens, é bom: eu gosto.
O tempo passa e muda as coisas, apaga sentimentos e sonhos. Cria ilusões e tempestades. Hoje, tudo parece um sonho, uma memória semi apagada. Antes eram os melhores dias, e os sorrisos mais sinceros. O que a vida faz conosco, nos transforma em não sei o quê.




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mesmo que não seja.

- Eu acredito em destino - disse sem pensar, cheia de querer não sei o quê. E se perguntassem de novo, talvez, outra coisa responderia.

Como é fácil enganar, depois de ser enganada...

Destino é para tolos, li uma vez. Pode me chamar de tola se quiser. Destino, é uma forma de aceitar as coisas. É acreditar que tudo pode melhorar, ou que coisas melhores estão por vir. Vale o mesmo para os tolos que acreditam em amor. Serve de consolo quando as coisas estão dificiceis e você pensa em desistir. É uma espera contínua, é aguardar. É ingênuo, e é bonito. Mamãe se me lesse, diria que sim. Abracei o destino, como quem abraça um urso de pelúcia, com carinho. Na espera, somente na espera.


Não queriam me deixar vir, pois sabiam que não iria voltar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

home

Sinto falta do balançar das árvores e do cheiro de orvalho de todas as manhãs. Sinto falta do café, e da cachorra. Mas não penso em voltar. Lembro da casa como memória de infância, talvez falte o balanço ou a rede. Percebo hoje, que minha única casa é lá. Mesmo que a grama não esteja cortada, ou tenha louça na pia. É lá que ficam minhas bonecas e meus livros.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não lembro mais de você, quando vejo horas iguais. Percebi que seu sorriso talvez, tenha me conquistado. Ou talvez suas mãos gordinhas e fofinhas. Ainda me importo com você, e desejo que você esteja bem. Mas sinto falta do seu abraço, que mais não seja , é o melhor até as 22 hrs. Seu cheiro ainda lembro, seu beijo nunca senti. Seu sorriso é o que permanece, antes de dormir e antes de acordar. Minha esperança é que você lembre de mim, ao menos uma vez ao dia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entre beijos e abraços, planos opostos.



E seu eu dissesse que mesmo antes de começar, eu sabia que não daria certo - parece hipocrisia - pois que seja. Não nego as horas insanas e ilusórias, em que tudo parecia não ter fim. Ele, de forma involuntária me fazia enxergar que o fim se aproximava.

Desculpa se te fiz sofrer, mas acabou. Coloque a culpa na distancia se preferir, se te faz melhor.

domingo, 10 de julho de 2011

Ele com ela (sem mim)

Me traga você, mesmo que seja pela metade sou daquelas que se contentam com pouco. Pode ser dela mas antes de tudo seja meu. Passe na padaria mais próxima e me traga um pão quente, eu faço o café. Me dê um abraço de despedida todos os dias, e não esqueça de mandar eu me cuidar, que talvez e me cuide. Talvez eu lembre de você todos os dias, se por acaso você me doar um sorriso ou dois. E mesmo estando com ela, esteja comigo.
E no ímpeto da saudade bateu o delírio.