segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Trechos de uma carta de amor


“Eu queria poder dizer que você é especial pra mim, queria poder dizer que sei tudo sobre sua vida. Queria saber o nome dos seus pais, dos seus irmãos. Queria poder falar qual a sua comida favorita e se você ronca quando dorme. Eu queria saber o nome do seu perfume, e quais suas manias mais bizarras. Queria saber a cor da tinta do seu quarto, e qual seu livro favorito. Mas eu não sei. Eu não sei por que te conheci, e é tão injusto! É injusto eu querer fazer parte da sua vida, e você nem se preocupar com a minha. É injusto eu escutar sua voz, vez em quando, e você não lembrar da minha. É injusto eu procurar seu sorriso em outra face qualquer e não encontrar vestígios seus. Eu sou tola e patética, ainda procuro você nas esquinas. Ainda procuro você em outros braços. Procuro seu sorriso em quem – por meio de desdém – tenta imitá – lo; imitação barata. Seu olhar melancólico me encontra todos os dias no espelho. Ainda lembro de você quando bebo demais.”

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para assistir: Closer

Antes eu preciso realmente dizer que é um dos meus filmes preferidos. Closer é um filme do gênero drama, escrito por Patrick Marber e dirigido por Mike Nichols. O elenco é composto por apenas: Julia Roberts, Clive Owen, Jude Law e Natalie Portman. O filme começa nada mais nada menos com a encantadora música: The Blower's Daughter - Damien Rice. 


 Alice Ayres ou Jane Jones (Natalie Portman) conhece Daniel Woolf (Jude Law), depois de sofrer um acidente. E o cumprimenta com a famosa frase: "Hello Stranger". O tempo é onipresente, havendo diversos flashbacks na história. Depois de começarem um romance Dan escreve um livro sobre sua musa Alice. Invariavelmente conhece Anna Cameron (Julia Roberts) quando vai tirar a foto para seu livro. Anna é uma fotógrafa bem sucedida, Dan se sente seduzido e os dois tem um rápido envolvimento no estúdio de fotografia. Quando Alice volta do trabalho para encontrar Dan percebe uma sutil diferença em seu amante. 
Larry Gray é um médico, especialista em dermatologia, ele entra num site de relacionamentos e tem uma conversa sensual com Dan (on line) que se faz passar por Anna. Eles marcam um encontro num Aquário, ironicamente Anna se encontrava no aquário. Os dois se conhecem e se casam. Não muito depois disso, Anna e Dan assumem a paixão e contam aos seus companheiros. 


Alice desaparece e Larry fica inconsolável. Então ele vai num stripclub, e encontra Alice (com uma peruca cor - de - rosa que eu adoro). Os dois conversam, e tudo indica que passaram a noite juntos. Mas é só uma hipótese. No dia em que Anna foi pedir o divórcio para Larry, eles tiveram uma relação. Anna não conseguiu esconder a verdade de Dan, que entra em desespero e vai a procura de Larry. Vendo que tudo estava perdido e que Anna voltaria para Larry, Dan procura Alice, e eles voltam a ficar juntos. Não obstante, eles tem uma discussão no hotel. Dan dá um tapa no rosto de Alice e eles terminam. No final do filme descobre - se que o verdadeiro nome de Alice, é Jane Jones. 
Toda vez que assisto esse filme eu choro, não é porque sou chorona. Natalie Portman é muito dramática e me faz chorar quando Dan revela seu caso com Anna. Inclusive ela foi indicada ao Oscar como atriz coadjuvante. Assistam e depois me contem o que acharam!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sinais


Só por hoje eu decidi não te amar loucamente. Só por hoje eu escolhi ficar no cantinho bem de quietinho, ouvindo a chuva, brincando de nostalgia. Só hoje te deixei na gaveta junto às meias e lenços. Só hoje fingi nunca ter te conhecido. E passeando pelas lembranças mais remotas da Bela Cintra à Sergipe, da Maria Borba à Augusta; me deparo ao seu sorriso frágil e maroto. Acho que gosto de São Paulo. Mas meu lugar é aqui: mais perto do sol, mais amiga da chuva. E só por hoje esqueci nossas músicas. Inventei novos gostos. Esqueci nossos clichês e bordões, só hoje. Naveguei, sozinha, perante as memórias. Brinquei que você não estava lá. Eu me bastei, mesmo que só hoje. Mesmo que não seja.

domingo, 4 de novembro de 2012

Como se diz te amo


Acho que tenho medo, na verdade eu tenho muito medo! Mas quem não tem? Amor é aventura pra poucos. É coragem que falta a muitos.

Foi num desses momentos bobos que nossos olhares se encontraram que percebi o quanto te amo. Que ainda te amo! Desses momentos que concretizam a linha tênue entre o efêmero e o eterno. Foi num desses momentos que descobri que nunca encontrarei tais olhos em outro alguém. Como se foge do próprio peito? Já inventei mil casos pra te esquecer, é tanto amor que machuca. Eu tão juíza dos amores mais loucos,  das dores mais incontroláveis, me rendo! Me rendo aos seus sorrisos fora de hora, às suas brincadeiras detestáveis, ao seu pseudo -  romantismo. Me rendo tão desesperadamente aos seus abraços apertados, ao calor das tuas mãos. Me rendo ao seu cabelo molhado e à sua voz macia. Pra que fugir se eu não consigo? Eu te enxergo no escuro. Te escuto no silêncio. Te cheiro sem cheiro. Vamos criar mais sorrisos. Desfrutar mais abraços. Dividir nossos medos. Vamos indo... Até que a morte nos separe.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Carta Fúnebre

Querido...

“ Quando eu te conheci tive a sensação súbita de medo. Não sei por quê. Sempre te enxerguei colorido. Às vezes sinto falta do antigo você que não me envolvia em seus segredos mais profundos. Eu te amei de graça. Não houve promessas, nem mentiras. Talvez por isso eu tão sensível gostei de quem você – verdadeiramente – era. Talvez por isso eu me afortunei em sonhar e criar a gente. Sonho que é sonho tem nuvens de algodão. Eu imaginei os mais doces sorrisos. Eu imaginava um futuro num horizonte de miragem. Eu fui a tola que dei nomes aos nossos filhos, escolhi a cor da nossa casa. Cedo ou tarde a verdade me encontrou me dando banhos constantes de água fria. Eu não sei o que você fez comigo. Mas a culpa foi toda minha. Por ter feito um desenho muito bonito, de quem, por meio de desdém não deixa – se desenhar nem em papel de guardanapo. Eu tão romântica e insana, carregada de lindas histórias de amor e músicas perfeitas, inventei o amor. Eu tão prevista de corações nos cadernos e poesias nos bolsos, descobri a maledicência dos seus sorrisos; a insensatez dos seus olhos fúnebres. Quando acordei estava em pedaços. E agora tentando recuperar uma razão pra te querer me pergunto por que não parti. Por que não te deixei na esquina mais próxima e segui meu caminho. Por medo. Esse medo tão complacente ao meu desejo de liberdade. Quero me livrar das dores cotidianas. Que me tiram o sono, todos os dias. Quero me livrar dos sorrisos falsos. Eu bem que podia te perdoar. O medo me deixou aleijada. Não posso te perder, mas será que pra isso vou me perder? Não posso te deixar passar, mas será que pra isso eu vou passar? Passar todas as minhas tardes me odiando por ser tão medrosa. Por medo de perder. Você. Eu não encontro conforto. É assim todos os dias. Nossos bons momentos parecem pequenos demais. Aonde eu encontro minha tranquilidade? Eu só tenho paciência. Aonde eu encontro minha história de amor? Eu só tenho você".

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meu amigo Manuel

(...) e de repente o mundo sorriu para eles. 
Fechou os olhos e viu Pasárgada.

Ele só queria mais um pôr do sol, ela só queria que o dia nunca acabasse. A realidade é que aquilo era um sonho. Ele parecia a representação da perfeição através dos seus defeitos. Ela o via pela alma. Naquele lugar tão puro e vivo encontrava - se Pasárgada. O lugar das delícias e dos amores. Ela o chamava de amor, mas não importava, pois ele sabia. Ele a chamava de minha. Na estante alguns romances velhos, na chaleira água quente, precisava haver café. Não era necessário o mar, nem sol alto. Podia ser chuva e cobertor. Mas o sol escolheu os dois. A música era numa frequência baixa de blues, a casa tinha cheiro de flores de campo. Era pequena e singela. Trazia nas paredes as lembranças dos tempos mais gentis. Havia amor.

A varanda era minúscula, mas cabia os dois. Foram tantas tardes passadas ali compartilhando memórias que na pequena reforma que haviam feito, ninguém se atreveu a mexer nela. Todos os dias antes das seis ele caminhava perdido em pensamentos. Depois das seis o café estava na mesa, e a casa distribuía o aroma do pó, como que por prazer. Ela o chamava com sorriso, ele vinha com passos lentos e voz serena. Sentavam - se a mesa, os dois, comiam biscoitos caseiros e eram felizes um pouco mais todos os dias. Certa vez pensaram em adotar um cachorro, porém a ideia terminou em risos. Os vizinhos comentavam asneiras maledicentes porque os dois não tinham filhos. Por enquanto cuidavam um do outro, e isso bastava. Ela sentava no sofá para assistir novela, ele deitava em seu colo, para vê - la sorrir, apenas. Vez por outra ela massageava o cabelo farfalhado dele, somente para indicar que estava ali, perto. Ele retribuía com beijinhos doces. Ele trazia o silêncio, ela o riso fácil. Se completavam.
E Pasárgada não era distante. Era o gotejar da torneira velha. Era a teia de aranha que insistia em se formar na lavanderia. Era o banheiro encharcado depois que ele tomava banho. Era a comida com sal demais que ela fazia. Era a casa tão cheia de pequenos detalhes, deles dois. Pasárgada era os dois, juntos.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carta Oculta


Querido:

"Escrevo essa carta sentada na cama, com uma esperança inocente de que você me perdoe pelo que estou prestes a escrever. Percebi relutante que toda vez que fujo, eu só encontro você. E que as lembranças que já foram as delícias das manhãs mais frias, agora só provocam dor. Desculpe a insensatez, desculpe o desabafo. Não quero me apaixonar por outro alguém, não entenda mal. Meu coração permanece tonto por você. Entenda que será, sempre, parte de mim; pequenos pedaços meus. 



Porém às vezes se faz necessário o fim. O doloroso e maltrapilho fim. Me sinto escrava dos seus porquês e seus falsos quereres. Me encontro presa às suas promessas e doces ilusões. Meu coração pede descanso. Sou egoísta e maldosa. Só de imaginar um sorriso seu que não seja para mim, sinto dor terrível. Nosso fim está próximo e sinto isso mais que você. Quando ele vier meu choro será o  mais triste do mundo. Prometo não te procurar em outros devaneios. De quando em quando me pergunto se algum dia te fiz feliz. Não sei a resposta, te fiz? Algum dia no fim de um crepúsculo, ou então no início de alguma noite fria, você sorriu sincero? Descompensada e medrosa fujo. Desistiria de meus mundos por você, se preciso fosse. Andaria em chuva de pedras. Assaltaria bancos. Oh meu grande amor, a nossa música nunca mais tocou. Seu coração parece desabitado e indigente, cheio de dores, ou então sem dor nenhuma. Por vezes acredito que você consegue, não sentir. Lembra quando eu disse que nenhuma pessoa é lugar de repouso? Verdade plena. O tempo que era nosso amigo, também destruiu tudo. Nossos alicerces não existem mais. Até o relógio está de mal com a gente. Toda vez que digo um falso adeus, uma parte de mim morre. E a outra queria que fosse verdade. Cadê o seu amor? Porque o meu não se cansa de transbordar. Mas ninguém ama sozinho. É triste demais! A solidão nunca foi um medo, meu medo é amar loucamente e não ser amada. Por isso querido, peço descanso, peço distância, quero tempo. Rezo todos os dias para você aprender a me amar. E quem sabe num lindo dia de outono, com vento gélido e raios tímidos de sol, você descubra de ímpeto que me ama. Eu acredito em anjos, acredito no amor. E por eu acreditar eles existem. Eu acredito em você, mesmo morrendo por dentro. Acredito em nós, mesmo sem esperanças. E esse fim que nunca terá fim, já está escrito nas entrelinhas do nosso olhar."



Caberá ao meu amor, o eterno ou o nada.

Definição

Eu sou a desajeitada que lê romance e assiste novela. Você é essa força amedrontante que nunca precisará dizer uma palavra para impor sua vitória. Você coloca aquela camiseta colada, mostrando todos os seus músculos e eu tento um guarda-roupas inteiro pra ficar à seus pés.



Você é involuntariamente perverso. Eu sou ridiculamente ingênua. Eu sou a figura que retrata sensibilidade, você é o abismo. E nessa dança descontrolada estamos há algum tempo. Eu busco entender, você nem se preocupa em explicar. Eu adoro a noite, você prefere o dia. Oposto, define.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012

É o que me interessa

é como uma saudade de um tempo que ainda não passou.

Se na bagunça do meu - tão seu - coração você resolveu ficar, agora permaneça. Que mais não seja o maior do mundo cabe nós dois.

Você tem um jeito bobo de me conquistar sempre, talvez pra sempre. Me traga você com sorrisos e promessas. Me venha com esse querer e essa voz desmazelada. Me deixe tonta e paranoica. Me encontre fraca e desleixada. Me conduza ao inferno. Descanse no meu colo e acorde amanhã cedo.

Como encontrei tal sorriso seu? Ou então por quê. Já te procurei em outras esquinas, outros navios. Nada.

E eu que já fui tão sua, percebi que ser de alguém é também não se deixar ser. Eu que sempre fui extrema e infinita, peço descanso - acalma minha pressa, - eu que nas tardes mais nostálgicas chorava de saudade, acredito no silêncio. Eu tão poeta de você e tão insensível de mim, afogo meus desejos. Eu me rendo! Essa tentativa inábil e afobada de te colocar no passado só me causa dor. Quero te amar em paz: no silêncio de um sorriso, no intervalo de um beijo a outro. Te quero em passos lentos - atrasa meu relógio.




Nossa história tem um gosto amargo, agridoce. Abracei o destino cheia de coragem. A sombra do passado, assombra a paisagem. Vejo o futuro como um horizonte. Bonito, talvez colorido. Mas distante. Repleto de sorrisos e lindos entardeceres.


Enquanto isso, mergulho nessa vida in(completa). Que me faz tão bem, que me faz tão mal.

In Pieces

Linkin Park

Your lips say that you love
Your eyes say that you hate

Crescer e empobrecer

Bom título para uma novela...


Meu nome continua o mesmo, porém certas coisas mudam. Sonhei em enlouquecer e talvez não seja sonho. Meu presente - que ainda posso chamar de meu - encontra - se em naufrágio. Meu passado tão doloroso e destemido quer voltar. Minha alma tão pobre e medrosa pede refúgio. Até a lua deixou de ser bela, no instante em que te vi com ela.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nenhuma pessoa é lugar de repouso

 É fácil fingir que se importa, quando os abraços não tem teste de legitimidade. Ninguém é poltrona. Ninguém é descanso. Meu maior erro foi olhar para você, depois me perdi.


Quantas palavras cabem num silêncio? Te perguntaria isso de ouvidos atentos. Não sei se é essa minha cabeça meio confusa que me faz querer te perder todo dia. Por medo de te perder de verdade. Veja bem, você já brincou tanto de ir e voltar que eu nem sei se você realmente está aqui. No final das contas eu sou uma cadeira velha. Disposta sobre uma sala fria e vazia. E você volta sempre volta. A cadeira sempre foi sua, você sabe. Mas cuide - a bem, porque ela também chora. Trate - a com cuidado porque ela também cansa.  
odeio te gostar absurdamente.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Figura

Tenho saudades dos momentos mais gentis.


Se me lembro bem, a felicidade bate a porta. Mas é difícil reconhecê - la, confesso. E esse é o carma dos humanos, viver com saudade: de um tempo, de pessoas, de lugares.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Romance

Há de quem me julga pela capa, por meio de desdém ou por medo. Sou fogo e sou gelo.
Não quero te dizer realidades sobre mim, posso assustar. São verdades ruins!



Descobri o que é romance. E não somos nós!

De início minha mente livre e solta acreditou, e meu eu em você era mais forte que eu. O romance fajuto virou drama, o drama virou novela, e por fim filme de terror. E cá estamos nós, três almas perdidas num universo paralelo.
A solidão é impiedosa, marcha sentido ao inferno. E até a própria morte é menos dolorosa. Nossos travesseiros já não são os mesmos, já estão cansados de carregar tanto peso. Amor transborda e tudo foge à tampa.

sexta-feira, 23 de março de 2012

condenado coração

Mas tudo o que escrevo é pra você, por você e com você. Pra você porque tenho uma, vaga, esperança que você me leia e sinta um pouco desse meu amor. Por você, já que procuro as melhores palavras, as mais belas que enfeitem - graciosamente - nossa prosa. Com você, pois a história é nossa: minha e sua.
Já as coisas ruins eu nem lembro (finjo que não), deixo numa caixa feia e inútil; tão inútil quanto feia. Enquanto as boas são as delícias das minhas tardes mais monótonas.

Senta na cadeira mais próxima e me ouça, ou então me leia...

Amor não tem definição, e se tivesse qual a graça? Quão divertido seria se amor fosse equação matemática: (eu + você = amor). Foi assim que pensei, boba. E esse 'você' era realmente você. Não sei se foi antes ou agora, mas descobri que gostava, gosto de você. E não foi nada difícil. Foi meio logo, foi quando minhas manhãs respiravam você e minhas noites sentiam tua falta. Mal sinal, aliás, péssimo sinal.
Mas existem detalhes tão pequenos de nós dois* , detalhes que não saem pela janela. O que eu já fiz por um sorriso teu, não é? Talvez você não saiba quantos pedaços construiu em mim, talvez você esqueceu o quanto eu me importava com você, como eu queria você bem, a necessidade de saber sobre o seu dia.
Meus olhos ingênuos te enxergam da mesma forma: garoto grande, homem pequeno. E essa sua virtude de saber quem realmente é, me encanta ainda hoje, agora. Sempre te quis por perto. E por isso meu contentamento era simples e generoso. Alguma novidade rotineira ou uma música pra escutar me faziam, não tão distante.
Mas meu querido, você trocou nossos infinitos detalhes por coisa rápida. Partiu meu coração em dois pedaços: um meu, e outro seu (todo seu). Você que era minha lembrança mais doce, virou agridoce. Você que era meu sorriso mais verdadeiro virou lágrima pesada. Você que era meu abraço mais intenso virou distância. E essa singela e desrespeitosa ausência me fez bem. Muito bem!
Então meu querido... Não há como esquecer - te, mas também não há como amar - te. Logo, pegue as palavras e guarde no bolso ou na gaveta mais próxima. Ajunte as promessas e busque outro alguém. Agora, tudo é poeira no vento. Você já me teve em seus braços, e eu tão sua não queria mais nada. Você era meu anjo sem asas, minha música, minha dança. Mas por favor: não volte!

Feche os olhos e acostume - se à escuridão.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Estrelando

DOIS RETARDADOS QUE NÃO SE LARGAM!

Fraquejo

Eu não te quero mais, de tanto te querer. Já fui sua tola, ainda sou, mas não venha de volta. Você é assim: traz seus sorrisos mais lindos, e suas palavras mais doces, me entorpece e vai embora. Tua ausência é singular, tua ausência se dá perto de ti. Longe é só saudade, não me traga seu querer fajuto, nem sua voz macia. Porque eu fraquejo.
Fraquejo num simples encontro de olhar, olhar o qual me faz tremer de tanto querer (você). Fraquejo quando me pego pensando em você, pensamentos que me levam a loucura, e que loucura!
Fraquejo na nossa música, aquela que foi feita pra nós.
Fraquejo nos nossos detalhes, uma palavra involuntária, um gesto nobre.
Fraquejo por pouco, doce (agridoce) amor.
Então não volte, pois esse fraquejo me deixa exausta e perdida. Me perco na mais profunda solidão, no mais absoluto silêncio, no mais bonito amor (que tive). Não volte porque eu digo sim, você sabe. Sabemos. Não volte com promessas tolas, e sonhos impossíveis. Não destrua minha, pouca e insensata, força que demorei a construir. Vá embora, não volte. Mas volte (pra mim).

domingo, 18 de março de 2012

Você é poesia, sabia?




Porque quando me perco, te procuro. Mas não só...

Você faz da ventania, vento leve. Faz de um casaco, abrigo. Traz paz no bolso. Inventa de um sorriso, música e de um abraço, novela. Você cria o belo com dedos mágicos. Vê beleza onde não tem. Canta pra alma, minha alma. E eu tão cheia de querer (você), te escrevo em versos tolos a nossa valsa. Fica, fica comigo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu Te Amo

Chico Buarque


Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012