Não me entenda mal, mas às vezes tenho uma necessidade absurda de escrever. Não procuro as palavras certas, elas saem, desorganizadas, rebeldes. Não me preocupo com concordâncias verbo - nominais, coesão, coerência, vírgulas, letra maiúscula, parágrafo, nada disso me convém. O que eu procuro certamente não encontrei. Procuro, talvez, desabafar em horas tediosas. Procuro também, compreensão não sei de quem. Procuro o que fazer, quando não tenho nada a fazer. Escrevo sem razão tudo o que meu coração grita. Tudo o que ele teme, ou que ele esconde. Escrever faz bem pra alma, pra minha alma.
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