sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não fosse eu

- como perder algo que nunca foi seu?

Não fosse eu nada disso teria acontecido.Você me deseja ardentemente, bobo.

Não fosse eu, estaríamos - agora - assistindo um filme qualquer, romantismo na tv. Andaríamos de mãos dadas pela calçada com sorrisos largos e doces olhares. Certas coisas nos detroem por tempo indeterminado. O que você fez comigo, que eu nem sei...

Procuro seu sorriso, em quem, por meio de desdém, tenta imitá - lo; imitação barata. E seu olhar melancólico me encontra todos os dias no espelho. Ainda lembro de você quando bebo demais.

Deixo a saudade cair sobre os ombros, cansados, que sentem o desprazer da sua ausência: volta. Nem que seja pra dizer: eu não penso mais em você. Volta, pra dizer o que te prende aí, e por que você não fica aqui.

E que essa nostalgia deliciosa fique, pra que eu não fique só. E que eu tenha seu sorriso guardado na memória, e que eu não esqueça sua voz.

Noites claras e molhadas combinam com a nossa música. Cadê você que eu não encontro mais nos meus sonhos de verão? Cadê a lua imitando CheShire?



Isso não pode ser o fim. Porque me faltam pedaços, seus.




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