"O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho".
- Agatha Christie.
Como se aprende a ser mãe? Eu cresci com você. E só nós sabemos as aventuras que começavam depois do almoço e terminavam à noite, com discussões que acabavam, em segundos, em gargalhadas. Havia sorrisos, havia diversão, havia infância. Tudo era tão fácil, as preocupações eram banais: "o que vai acontecer se mamãe descobrir que eu quebrei o prato?". Fomos daquelas crianças que não tinham medo de subir em árvores, daquelas bem corajosas que enfrentavam garotos, e caiam no chão. Criança que é criança brinca na rua, vai pra casa com joelho coberto de sangue com a roupa abarrotada e encardida, leva bronca por se sujar tanto. A gente foi criança e como foi. Ser criança é bom, é eterno.
Na adolescência as coisas são irracionais, insanas e quanto mais insanas melhores. Pensamentos loucos ações por impulso. Mas não existe manual de como ser mãe. Você é jovem, e mesmo que seja, tem que ser adulta. As pessoas falam: - Ela perdeu a adolescência, perdeu as festas, perdeu a galera. Não vou mentir, você perdeu. E quem perde uma fase da vida, só pode ganhar algo de muito bom em troca. Você ganhou responsabilidade, você descobriu um amor tão imenso dentro de você, você encontrou um lado seu tão guardado e escondido. Você vai ganhar fraudas sujas, choro no meio da noite que te darão olheiras imensas, você ganhou um presente sem devolução que vai crescendo de verdade, que chora de verdade, e precisa de você; de verdade. Você perdeu a fase na insolência, da irresponsabilidade e inconsequência. Mas ganhou o rótulo de mãe: que não é profissão, não é desencargo, não é merecimento. É dádiva. Mãe que é mãe, só sabe ser mãe; quando é mãe.
Texto escrito exclusivamente para Daiane Góss.
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