Todo mundo tem algum talento. Pode ser aqueles que chamam a atenção, ou aqueles que acalmam as crianças. Utilidade ou exibicionismo, não importa, todo mundo tem talento. Existem pessoas que tem talento de fazer a gente sorrir, quando nossa intenção era chorar. Tem aquelas que tem talento de fazer aparecer um lindo sol, quando o tempo é pra chuva. Algumas pessoas tem talento pra amar, outras pra tentarem e nunca desistirem. Tem talento pro mal, claro que tem. Mas tem muito talento pro bem. Não importa o talento, cada um tem o seu. Desde craque de futebol até aquele que amassa a latinha de cerveja com a cabeça. Já o meu talento é meio exótico, sem sentido, inútil. Eu tenho facilidade em magoar e/ou irritar os outros. Isso não é defeito. Defeito é minha preguiça, minha ansiedade, minha indecisão, meus medos bobos, minha infantilidade, minhas buxexas enormes, meus olhos desiguais - um maior que o outro - meu cabelo levantado do lado esquerdo, minhas sobrancelhas falhas, minhas mãos enormes, sem falar na teimosia e estresse. Isso é defeito. Quando estou triste ou magoada digo palavras errôneas. Sempre fui assim impulsiva. Quando você pensa depois de fazer algo, magoar se torna rotina; e pedir desculpas casualidade. Irritar também não é difícil, quando se tem a vontade louca de chamar atenção. Repetir uma coisa cinco vezes pode, obviamente, irritar alguém. Dar risada três dias depois da mesma coisa também. Tirar sarro de algum coleguinha pode magoar e irritar ao mesmo tempo (falta gravíssima). Se eu fosse uma garota quietinha talvez meu talento fosse tocar piano, ou pintar paisagens. Mas eu nasci impulsiva e abobada. Às vezes meus amigos dizem: "Já deu Raylla, já perdeu a graça!". E eu insisto em rir. Patética. Não sou movida a corda, tenho uma "bateria" que nunca acaba. Tenho defeito de fabricação, nasci sem o botão "OFF", ligo e não desligo. Dizem que eu não me controlo, sou repetitiva, e minha risada dá medo. Esse meu talento de irritar pessoas incomoda muita gente. Intensidade é esse meu talento, de querer ir fundo em tudo. Ir até o fundo, até não voltar mais. Existem poucas pessoas que me amam e muitas que não me suportam. Fazer o que?! Mudar por elas? JAMAIS. Porque da mesma forma que eu aceito meus defeitos, aceito meus talentos.
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