quarta-feira, 13 de abril de 2011

a menina que pintava sonhos

"Li esses dias um post que você fez pro Danilo, roubei a idéia e cá estou te imitando pra você. Poderia escrever como leio seus textos, e como eles me fazem bem. E como você me lembra Martha ou Clarice, e até mesmo Markus. Queria agradecer pelas palavras que você me deu, de graça. E pelos sorrisos que você me trouxe. Adoro ler o que você escreve, e digo isso de verdade. Senti falta de você, de suas palavras, quando elas meio que por maldade desapareceram. Você voltou e trouxe palavras nos bolsos. Então meio que por pretensão, resolvi descrever minha visão dos fatos, minha visão de Ana: sente-se na cadeira mais próxima e apenas me escute... ou me leia".

Ela acorda cedo, cinco minutos depois do despertador. Tem sonhos de criança: nuvens de algodão e cascatas de chocolate. Acorda mais doce todos os dias. É aquela do sorriso fácil e contagiante. Encolhe os olhos um pouco mais, toda vez que sorri. Os olhos brilham mesmo no escuro. É pintora, pintora de sonhos. Aprisiona almas em palavras. Nas aulas de física escreve sobre si, em casa sobre amor. De forma desdenhosa deixa - se ser quem quer ser. Para outros bonita, para a mãe a mais linda. Tem um dos jardins mais belos, no fundo do quintal, repleto de idéias e palavras. Semeia amor, e colhe admiração. De quando em quando pega o pincel mágico e pinta. Pinta feito Van Gogh ou Monet. Liberta as palavras de si, em pinceladas majestosas. Dorme feito princesa, antes das onze. Fecha os olhos e sorri.

- Me faz um pouco melhor, todos os dias -

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