Quantas vezes você se pegou pensando nisso? Quantas vezes eu me peguei pensando nisso?
Libero as palavras, e elas saem e agradecem. Saem teimosas e rebeldes, não pedem permissão, mas agradecem. É tanta coisa que se perde, pelo caminho. É tanta ilusão arrancada, pela estrada. Desculpa se minhas palavras são confusas. Elas são minhas até o momento que as liberto, depois não respondo por elas. Elas se agrupam sem ordem, e se multiplicam sem responsabilidade. Por vezes dizem tanto, por hora dizem nada.
Me perdi na confusão de querer mas não poder, ou não querer mas precisar. Mesmo que não pareça óbvio, tudo o que eu quero eu preciso. Ou tudo o que eu preciso eu não quero. É difícil pensar direito, quando o coração vai contra o sensato. E a confusão dos meus dias, se resume a isto. A esta porcaria que chamam de vida. É difícil ver a coisas belas, quando as feias e nojentas se escancaram à você. É difícil ajudar lá fora, quando aqui dentro pede ajuda.
Eu não quero mais preciso de tanta coisa. Espero na cadeira, pelo dia em que valores importem mais que status, e sonhos sejam vividos. Aguardo sem pressa pelos dias de descanso, do corpo e da alma. Viver é envelhecer, e perdemos tantos dias buscando precisar das coisas, que perdemos - sem querer - as coisas que queremos. A gente se vicia naquilo que faz mal, e se perde na vida. Se perde no amor. Se perde em si mesmo. Se encontra quando der, quando puder. Olha o espelho e pergunta: "- Quem é?" O bonito se torna feio. E o feio vira bonito. Aceitar é o que você aceita. E viver é o que você tenta. Sobreviver, talvez.
Eu quero mas preciso aprender a viver.
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