segunda-feira, 18 de abril de 2011

Porque escrever

Então escrevo, pra arremessar palavras pra outro canto, dizendo: “- Eu não quero vocês aqui não!” Elas (as palavras) fingem que acreditam, mas sempre voltam menos pesadas, confesso. O que me acompanha também é a vontade de desabafar, e o que falta – muitas vezes – é coragem, ou confiança para o desabafo. Guardo lembranças que me destroem, que me matam um pouco mais, todos os dias. Tenho palavras dolorosas que gostam de ficar. Nos bolsos - ou na manga – sentimentos e muitos ressentimentos. Tenho marcas eternas – e quando me refiro à eternidade, você deve acreditar nisso – que aparecem logo depois do café, todas as manhãs. Tenho saudades de momentos e sorrisos. Nas costas, meio esquecida e apertada, a nostalgia junto com: tristeza, medo, ilusão, entre outros. Meu coração é jovem, conheceu o amor há pouco. Se encontra extasiado, impulsivo, apaixonado. Escrevo pra liberar a energia dos dias, na esperança que alguém me ouça, ou me leia. Escrevo sem razão tudo que meu coração grita e a alma canta (sussurra). E são nas palavras que encontro meu desabafo, meu divã. São nelas que me encontro, me perco e me acho em instantes.

A linguagem é – antes de qualquer coisa – uma comunicação consigo (e comigo) mesmo.

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