terça-feira, 5 de abril de 2011

Era uma vez...

Eu não te amo mais - ou te amo loucamente - percebi isso agora: quando tive medo de me entregar num beijo. Quando involuntariamente pensei em não tê - lo pela manhã. Quando peguei no seu cabelo e perguntei se ele era real. Sempre gostei de amores insanos, mas onde está a insanidade? E seu hálito que era como vento de inverno, me traiu e mudou de estação. Eu te amo tanto, mas seu olhar me parece comum, te amo, mas o seu cheiro continua o mesmo. Eu te amo tão intensamente que tenho medo de dizê - lo. Te amo de uma forma tão bonita que meus pés parecem não tocar o chão. Mas minha cabeça toca, toca em tudo. Toca em você, toca em mim. E meus braços não conseguem largá - lo. E todas as noites em que você me fez tão bem, essas noites em que meu sorriso era sincero. Você não é o que era antes, ou continua o mesmo. Ou meus olhos eram míopes, e apaixonados. Era tão bonito não era? Todos aqueles sonhos, quantos sonhos. Posso fazer uma pilha, colocar numa caixa e esperar o caminhão de lixo pela manhã. Querido... Você me fez sonhar. E eu tentei não acordar de todas as formas. Você foi o melhor dos meus casos. Você me trouxe paz, daquele tipo de paz que se encontra a dois: numa tarde de sol, numa noite estrelada, na esquina de casa, no sofá, num domingo com sorvete, numa noite de pizza, você me trouxe aquela paz. O tempo é tão curto quando se trata de nós. Tão cruel, e malévolo. Nossa história foi um romance dos perfeitos, com começo, meio e meio. Onde a menina se apaixona pelo rapaz e o rapaz se encontra apaixonado pela menina. De uma forma tão rápida e imprevisível que me lembra um conto de fadas. O vilão, o único vilão seria o tempo. Que trazia o calor das manhãs e logo mostrava a lua brilhante e majestosa. Eu não te amo mais, porque não consigo pensar em você longe. Eu não te amo, porque te amo de mais, te amo tanto.

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