Não entendo as garotas de hoje. Apaixonam - se por conveniência: beleza ou dinheiro. Tem que ser gatinho ou playboyzinho. Beleza no termo estético, rosto perfeito, corpo sarado, e roupa de marca. Tem que ter dinheiro, e ter automóvel. E todas as meninas devem querer o mesmo bofe, assim aquela que pegar o bofe antes é a poderosa, gostosa. Depois as amigas até trocam. E comentam como aquele bofe beijava mau. E ele fala para os amigos: "Tá vendo aquelas três ali? Já peguei todas". Depois partem pra outra, ambos: o bofe e a garota. Se curtiram um tempo, se exibiram para os amigos, o beijo não era aquelas coisas e o papo, bom, não tinha papo. Primeiro que "pegar" é um termo que-vamo-combina, pega - se um resfriado depois de tomar um banho de chuva, pega - se a pipoca no armário pra assistir filme, pega - se a blusa pra não passar frio. De grosso modo falar: "Eu to pegando o bofe" é tratar alguém como objeto. É esquecer que o ser humano é racional e por essa razão deveria ser tratado como tal. Não pega - se ninguém: beija - se, ama - se, sente - se, apaixona - se.
E depois um rosto perfeito, pode trazer um coração pesado, alguém sem limites, sem educação, sem caráter. E um corpo sarado pode ser academia apenas. Músculos podem trazer a falta de neurônios. Nunca um rosto ou um corpo me conquistou como um sorriso sincero e uma gentileza. Adolescência é assim mesmo, tudo é fase, tudo é curtir. Mas essa fase de curtição não deveria se transformar em banalidade. Se dêem o valor, pelo amor de Deus!
Outra coisa que não me cai bem, é essa estória de: "você é de mais pra ele" ou "vocês não combinam". Antes, ninguém é mais que ninguém. Depois, como pode os corpos não combinarem se as almas combinam? Essa merda de "não combinam" alimenta o preconceito, em relação aos homossexuais por exemplo. E a outra merda "você é muito pra ele" gera aquela coisa desagradável de um querer mandar mais que outro, um ser poderoso e outro submisso. Essa mania de se apegar às coisas materiais gera discriminação, onde rico "combina" com rico, e pobre "combina" com pobre. Sem entrar no assunto racismo.
Já tá virando moda gostar porque convém, porque é mais fácil, porque combina. Tantas coisas o homem já mudou por ser mais fácil: "Vou fazer faculdade de medicina, assim fico rico". Vocação? Alguém lembra dessa palavra? Professor, ninguém quer ser, mas não lembram que sem professor não há um doutor. "Vou votar em tal partido, afinal se votar no outro - que vai perder mesmo - anulo meu voto". Isso sim é democracia!! E não satisfeitos andam banalizando o tal do amor, que foi tema de sonetos de Camões, livros de Machado, filmes com Julia Robert e Richard Gere. Andam amando por ai, porque convém amar, porque é mais fácil desse jeito.
O amor não tem moda, lojas de griff, carro utilitário esportivo, não tem poupança gorda, rosto delicado e abdomen definido. Amor não é combinar, é conhecer. É gostar da mesma música, saborear o mesmo beijo, sentir o mesmo abraço. É falar a mesma língua.
Uaal em ray *-*
ResponderExcluirGostei!!!!!Raylaaa
ResponderExcluirmuuito boom *-* como já disse, um dos melhores ;p
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